BEIRUTE – Aviões israelenses atacaram ontem alvos nas montanhas do centro do Líbano, informaram testemunhas e policiais. O ataque ocorreu numa região onde soldados sírios mantêm bases de radar com tanques e veículos blindados de transporte de tropas. Até o final desta edição não se tinha notícias sobre as vítimas.
Pelo menos três impactos foram ouvidos pouco depois da meia-noite de ontem, na região de Dahr el-Baidar, área montanhosa por onde passa a principal rodovia entre Beirute, capital libanesa, e Damasco, capital da Síria.
Os jatos israelenses fizeram diversas incursões enquanto a artilharia antiaérea local era acionada contra as aeronaves. Não houve comentários imediatos por parte de Israel, cujo Governo acusa Síria e Líbano de serem responsáveis pelo ataque do grupo guerrilheiro Hezbollah que causou a morte de um soldado israelense, anteontem, no sul do Líbano.
Ontem um enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) disse que o ataque do Hezbollah em uma disputada área de fronteira no sul do Líbano violou a linha desenhada pela instituição para a divisão entre os territórios de Líbano e Israel.
Um soldado israelense morreu anteontem, quando guerrilheiros do Hezbollah dispararam um míssil Sagger contra um tanque de Israel na região das Granjas de Chebaa, onde as fronteiras de Líbano, Síria e Israel se encontram.
Em seguida, artilheiros e aviões de guerra israelenses retaliaram com um ataque a supostos esconderijos da guerrilha na periferia das Granjas de Chebaa. Mais tarde, soldados israelenses atiraram para o ar com a intenção de dispersar um grupo de atiradores de pedras libaneses do outro lado da fronteira, disseram testemunhas.
Cerca de 150 filhos e filhas de guerrilheiros do Hezbollah feridos em confrontos com forças israelenses no sul do Líbano reuniram-se a centenas de outros libaneses para atirar pedras contra postos de observação no Portão de Fátima e no Monte Sheik Abbad, ambos na fronteira entre os dois países.