As críticas da oposição ao novo modelo do Orçamento Participativo não surtiram efeito. O prefeito do Recife, João Paulo (PT), assegura que não vai mudar o formato do programa, e manda um recado à oposição. “Os descontentes devem lotar as galerias e dizer abertamente que estão contra o povo. Não vou mudar um modelo que já provou ser sucesso para agradar um grupo que deseja se manter no poder e não aceita que a população participe. Mais de 4 mil pessoas participaram das discussões e aprovaram o novo modelo do Orçamento Participativo”, disparou.
O prefeito também declarou não estar preocupado com as articulações no Centro Debate - escritório político do governador Jarbas Vasconcelos - para agregar líderes comunitários. “Essa estratégia já existia e não deu certo. Os verdadeiros líderes comunitários são os que buscam maior representatividade da população e esses estão do nosso lado.”
Esta semana, parte do Movimento Popular, deputados e vereadores da oposição planejam uma passeata contra o Orçamento Participativo. A idéia é uma passeata saindo da Câmara dos Vereadores até a Assembléia. Teresa Duere (PFL) justifica o apoio à manifestação dizendo que os líderes comunitários têm procurado os deputados para se queixar da forma como têm acontecido as discussões. “Eles se dizem alijados do processo”, comentou. José Queiroz (PDT) disse que o prefeito conta com a solidariedade dos parlamentares de oposição e acrescenta que os “descontentes” terão à disposição deputados preparados para esclarecer dúvidas sobre o Orçamento Participativo.
O presidente da Câmara, Dilson Peixoto (PT), disse que “o movimento não causa estranheza porque o que está por trás dessa atitude não é a implementação do Orçamento Participativo, mas sim mesquinharias políticas”. “Desde a gestão de Jarbas, o OP foi usado para cooptação. Esse filão não interessa ao nosso governo. Vamos implementar um modelo onde a população participe de fato”.