por FABIANA MORAES
Sem dinheiro para a Disney? Sem problema. Um dos parques de diversões mais divertidos – e inventivos – da atualidade encontra-se no Brasil. O Hopi Hari, ‘país’ construído na cidade de Vinhedo, a cerca de 40 minutos de São Paulo, é perfeito para os amantes de emoções fortes, junkie food e ainda para quem pouco se preocupa com a onipresente algazarra infanto-juvenil.
Além de brinquedos clássicos como montanha-russa e roda-gigante (aqui, a maior da América Latina), o Hopi Hari brinda os visitantes com atrações que passeiam entre o inusitado e o bem-humorado. Verdade seja dita, vários dos brinquedos que se encaixam nessa colocação foram apenas ‘reciclados’ pela produção do parque (a exemplo do Parangolé, aquele tradicional chapéu mexicano). Outros, no entanto, saem definitivamente do padrão comum para atingir a linha dos ‘esportes radicais’, a exemplo do adrenalítico Hadikali, um ‘simulador de vôo’ que iça o visitante a uma altura de 53 metros e o lança sobre o bonito lago do ‘país’. Detalhe: tudo acontece a 120 quilômetros por hora.
O clima nonsense que impera no parque é outro detalhe que o torna tão simpático. Primeiro: a língua-mater da terra não é o português, e sim o hopês, mistura de português com espanhol, inglês, francês, italiano e alemão. Mas, de fato, todos os ‘habitantes’ do Hopi Hari (na verdade, seus funcionários fixos, cerca de 1.300 pessoas), apesar de saberem falar a tal língua fluentemente, comunicam-se em bom português. Os apuros com a comunicação também podem ser evitados com a compra do mini-dicionário hopês-português, vendido por R$ 3 nas lojinhas do parque.
O parque, que possui 760 mil metros quadrados, está dividido em cinco áreas distintas: a Kaminda Mundi, a Misteri, a Wild West, a Infantasia e a Aribabiba. Cada uma homenageia, ao seu jeito, os países ao redor do mundo, o Velho Oeste, a tecnologia, a arqueologia e, finalmente, as crianças (as menores, é bom lembrar). Afora o Infantasia, todas as ‘regiões do país’ Hopi Hari possuem atrações radicais (estão todas descritas na página 4), algumas delas deliciosas, outras feitas apenas para estômagos de avestruz heavy metal – que bem pode ser o seu filho adolescente.
O Kaminda Mundi, diz a lenda-marketing local, é o local onde nesceram os primeiros hópius, os habitantes do Hopi Hari. As primeiras casas do parque foram construídas nessa região, onde se vê influências da arquitetura de países como a França, Alemanha, Itália e Portugal, por exemplo. No Kaminda, está a famosa La Tour Eiffel, ‘brinquedinho’ que leva o visitante a uma altura de 23 andares para, depois, despencar a 120 quilômetros por hora. Já em Aribabiba, a capital do país, está, sem dúvida, a parte mais agradável do parque. Todos os brinquedos – sem dúvida, os mais modernos do local – funcionam à beira de um grande lago.
No Wild West, tudo tem sabor yankee: briga entre mocinhos e bandidos acontecem no meio da rua, bailarinas dançam cancan numa reprodução de um saloon, xerifes tentam prender os vilões. Apesar do calor incrível que demarca o clima de Vinhedo (nem parece que a cidade de São Paulo está ali do lado), é bem divertido observar os shows. Mas, se a temperatura falar mais alto, corra para o Rio Bravo, que foi montado ali mesmo no Wild West. Você vai sair todo molhado, o que pode ser delicioso. Tem mais diversão à vista: no Misteri, estão a Montezuma (uma das maiores montanhas-russas da América Latina), o Simulakrón (cine 3-D) e a Vurang, outra monta-russa, essa construída dentro de um vulcão. Nela, a viagem é totalmente feita no escuro.