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SEGMENTAÇÃO Portugal faz escola no turismo rural
Portugal está se transformando em mercado modelo para o turismo rural. Com um projeto de restauração e reestruturação que começou no início da década de 1980, o governo lusitano, em parceria com a iniciativa privada, está conseguindo alavancar a qualidade de vida no campo e atrair cada vez mais visitantes. A experiência portuguesa foi a pauta discutida no 52º Seminário do Fórum ADM & TEC de Desenvolvimento e Turismo, que ocorreu no último dia 28, no Auditório do Sebrae.
A palestra, comandada pelo empresário e presidente da Associação de Turismo e Habitação Rural de Portugal, Francisco de Calheiros, serviu não só para mostrar ao governo pernambucano, representado pelo presidente da Empetur, Frederico Loyo, mas também ao empresariado local, que iniciativas do tipo não objetivam apenas o marketing e o lucro do Estado. De acordo com o empresário, trabalhos de organização turística do meio agrícola devem buscar, sobretudo, a extinção do êxodo para as grandes cidades e o estímulo à produtividade.
Ele conta que o segredo para expansão do turismo rural em Portugal está na manutenção do modo de vida e das tradições culturais do local. “Esses são os verdadeiros chamarizes turísticos”, completa. “Desde cedo, nossa proposta foi uma só: transformar as antigas casas, as quintas e as aldeias em pontos de atração. No início, o apoio da população e dos órgãos especializados em turismo se deu de forma dispersa. Porém, após a criação da nossa associação, em 1983, pudemos captar recursos, fazer divulgação, criar uma central de reservas. Só ao Norte do país, disponibilizamos de início cerca de 100 camas para os turistas distribuídas em diferentes categorias de leitos. Hoje, já contamos com 1100”, enumera Calheiros.
VOCAÇÃO – Para o presidente da Empetur, Frederico Loyo, um dos caminhos para que Pernambuco fortaleça o seu mercado rural é espelhar-se na experiência portuguesa. Segundo ele, o interior do Estado possui uma grande vocação para esse tipo de segmento, não só porque detém uma variedade de costumes, mas também porque possui diversas propriedades históricas como os engenhos de açúcar. “Alguns municípios já estão colhendo os resultados dos investimentos governo-empresariado. Regiões como Brejão, Saloá e Carpina têm atraído muitos visitantes nos finais de semana, que buscam nas fazendas e nas paisagens uma opção de lazer.”
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