Uma ampla campanha de prevenção, com atenção especial para os idosos, é a proposta do professor Gláucio Soares como ação imediata para combater o problema no Brasil. Medidas simples como manter interruptores para luzes fáceis de acionar perto das camas, evitando que as pessoas tenham de caminhar no escuro, podem ser muito eficazes. Instalar barras firmes nos banheiros, para evitar escorregões, é outra sugestão que deveria constar de um programa preventivo.
Uma terceira providência seria afastar objetos móveis que facilitam as quedas, como tapetes, fios elétricos, fios de telefone e coisas deixadas no chão, como sapatos e chinelos.
“Os tapetes não fixos e escorregadios são mortais. E o chão lisinho, enceradinho, deslizante, é um inimigo disfarçado. O chão das casas tem que ser à prova de tropeço e escorregão”, recomenda o professor.
Medidas de médio e longo prazo, como exercícios freqüentes, consumo de leite e exposição moderada ao sol, também devem fazer parte de um projeto para evitar quedas, diz o estudo. O motivo é que essas medidas melhoram a condição física dos idosos e fazem aumentar a massa muscular. Segundo o pesquisador, há cálculos de que, depois dos 50 anos, as pessoas perdem, no mínimo, 10% de massa muscular por década.
Outro alerta importante é a atenção redobrada às pessoas com problemas cardíacos e cardiovasculares e as que tomam remédios antidepressivos e ansiolíticos, drogas que diminuem os reflexos, causam sonolência e podem facilitar quedas.