Nos Estados Unidos, calcula-se que a cada ano sejam diagnosticados quase 1 milhão de casos novos de HPV e que um terço de adolescentes sexualmente ativos já tenham sido expostos ao vírus. O ginecologista e oncologista Francisco Ricardo Coelho afirma que os jovens entre 18 e 20 anos estão mais sujeitos à infecção e surgimento de lesões. “Com o tempo, o organismo aprende a conviver com o vírus, então não aparecem mais lesões.”
Os tratamentos variam de acordo com os tipos de infecção. A aplicação de ácidos diretamente na área infectada é uma das opções utilizadas pelos especialistas. Cremes não podem ser utilizados por gestantes devido às substâncias químicas fortes.
A remoção das verrugas pode ser feita por equipamentos a laser ou eletrocauterização. No entanto, em alguns casos, as verrugas são removidas, mas outras ressurgem devido à permanência do vírus no organismo.
A laserterapia tem a vantagem de atingir toda a área com precisão, sem a necessidade de contato com campo operatório e atingindo áreas de difícil acesso. “A quantidade de aplicações vai depender do tipo de HPV. A eficácia do laser chega a 90% em relação aos outros métodos de remoção de lesões”, comenta Renata Belotto, médica ginecologista do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo. A aplicação do laser é possível em gestantes.
Quanto ao uso de vacinas, ainda está em fase de testes, mas os primeiros resultados têm animado os especialistas.