Os estudos sobre HPV são alvo de grande parte dos especialistas em todo mundo. Os vírus 16 e 18 estão associados ao câncer de colo de útero. Segundo o oncologista Ricardo Coelho, as análises indicam que podem ser agentes da causa. Em mais de 98% dos casos de câncer uterino foram detectados o HPV de alto risco, e alguns vírus também foram relacionados a outros tumores como o vulvar, vaginal e anal.
Um pessoa infectada pode ou não desenvolver rugas genitais, a maioria ‘elimina’ naturalmente o vírus, durante um processo de defesa do organismo. Mas o vírus pode apenas ficar ‘escondido’ e quando ocorre uma queda do sistema imunológico novas lesões aparecem.
“Não existe qualquer relação com o vírus da Aids ou herpes, embora existam casos de papilomavírus na região bucal. Dificilmente uma DST está sozinha, uma chama a outra”, avisa a ginecologista Renata Belotto.
Renata avisa que as pacientes HIV positivas estão mais propícias à infecção por HPV devido à dificuldade de defesa do organismo, permitindo que aflorem mais lesões. Pacientes que sofreram transplante de rim também apresentam baixa resistência imunológica e devem visitar com mais freqüência o médico.
A incidência em gestantes é a mesma que em não-gestantes, cerca de 20%. Os sintomas podem não ser evidentes, mas o problema deve ser diagnosticado pelo médico durante o exame pré-natal.
Devido à baixa imunidade, mulheres grávidas estão mais suscetíveis a contrair o HPV.