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FINANÇAS IV
Procenge cria software e entra na disputa do SPB

Uma empresa pernambucana está na disputa, com bom poder de artilharia, para implantar o gerenciamento do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) nos bancos do País. Para isso, a Procenge acaba de concluir a versão 3.20 do Sistema Piloto de Reservas, um software completo que reúne as ferramentas necessárias para agilizar a funcionalidade do SPB.

Como todos os bancos do País devem aderir ao SPB para que sejam interligados ao Banco Central, cada uma das 170 instituições financeiras deve estar preparada para a mudança. Os grandes bancos, como Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, estão utilizando sua própria estrutura para desenvolver ferramentas que viabilizem o SPB.

Em parceria com a Unisys, a Procenge criou quatro módulos centrais para o SPB: MessagePro, Piloto de Reserva, Administração de Carteiras e Cálculo de Compulsórios. Na parceria com a empresa pernambucana, a Unisys atua na transferência de dados, garantindo segurança no repasse de informações confidenciais com o MessagePro, que formata a comunicação. O software Unisys já se consolidou no mercado e interliga bancos europeus, norte-americanos e asiáticos, operando grandes volumes de transações.

A Procenge atua há 29 anos no mercado de processamento de dados e engenharia de sistemas, conquistando como clientes 14 dos principais bancos em operação no Brasil. A partir de abril de 2002, data limite para implantação do SPB, a Procenge estará disponibilizando seu software no Unibanco, Bradesco, Sudameris, Mercantil-Finasa, BankBoston, Bic Banco e Banco do Estado de Sergipe (Banese).

Segundo o diretor da empresa, Othederaldo de Araújo Silva Júnior, o sistema foi desenvolvido há seis anos e foi submetido a exaustivos testes de desempenho e atualizações até chegar a versão atual. “Fizemos alterações radicais, mas nosso know-how nos fez sair na frente e por isso nosso Piloto de Reservas é o produto mais sofisticado e completo do mercado”, explicou.

Além da Procenge, outras 20 empresas de processamento de dados estão competindo para conquistar novos clientes e desenvolver soluções para adaptação ao SPB. Em 2000, a empresa faturou R$ 12,5 milhões e projeta um crescimento para R$ 15 milhões para este ano.

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Jornal do Commercio
Recife - 16.12.2001
Domingo