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TELECOMUNICAÇÕES
TIM e Telemar compartilham torres

As duas operadoras, que em 2002 vão se enfrentar no mercado nacional de telefonia celular, fecharam um acordo operacional

A TIM Brasil fechou um acordo operacional com a Telemar para compartilhar, a partir do próximo ano, as torres de transmissão. Segundo o presidente da TIM Nordeste, Sérgio Bartoletti, esse acordo deverá ser colocado em prática logo no início de 2002 e valerá para as áreas onde as duas operadoras irão explorar os serviços de telefonia celular.

Bartoletti explica que o compartilhamento trará resultados tanto do ponto de vista financeiro como ecológico, uma vez que reduz o número de torres instaladas nas grandes cidades e a emissão de ondas de rádio. Além disso, o presidente diz que as torres representam em torno de 10% dos investimentos que a empresa realiza em infra-estrutura.

O compartilhamento levará a uma redução desses recursos, que poderão ser transferidos para a área tecnológica. De acordo com Bartoletti, a cobertura da TIM em Pernambuco, por exemplo, já chega a 50% de todo o Estado. Os investimentos em implantação são menores, mas é preciso fazer a manutenção das torres, o que também gera custo.

COMPARTILHANDO – A Telemar deverá entrar no mercado de telefonia celular em abril do próximo ano, explorando a Banda D em 16 Estados do Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste. Inicialmente, TIM e Telemar irão compartilhar 400 torres nessa área. Ambas trabalharão com a tecnologia GSM, o que permite o uso compartilhado.

As duas empresas acreditam que é desnecessário instalar torres de transmissão umas ao lado das outras para a mesma utilização. “Na Itália, cheguei a ver uma torre em cima de uma igreja. Não é preciso chegar a esse ponto”. O acordo entre as operadoras prevê ainda a prestação de serviço de uma para outra, fora da área onde operam, o chamado roaming.

Outra possibilidade para a TIM será vender os sites para uma terceira empresa, que passaria a alugar o espaço, como já ocorre em alguns países. Nesses mercados, as operadoras preferem abrir mão da administração, priorizando a oferta dos serviços.

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Jornal do Commercio
Recife - 16.12.2001
Domingo