LG_jc.gif (3670 bytes)

BEBIDAS
Kaiser quer a 2ª posição no ranking das cervejas no País

MARCUS ANDREY
Enviado especial

SÃO PAULO – A cervejaria Kaiser tem muito a comemorar sobre o desempenho de vendas deste ano. Depois de três anos consecutivos de prejuízo líquido, a empresa deve fechar 2001 com faturamento recorde de R$ 1,6 bilhão, com crescimento projetado de 19% em relação ao ano passado, apresentando lucro líquido de R$ 10 milhões. Para 2002, a empresa dará um passo ousado ao anunciar um investimento de R$ 180 milhões em marketing para galgar a 2ª posição no ranking de volume de vendas de cervejas no País em, no máximo, cinco anos.

A campanha agressiva da cervejaria busca alicerce nos bons resultados obtidos este ano com o crescimento do volume de vendas. Enquanto a média nacional registrou crescimento de apenas 2,5%, segundo estimativa do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindcerv), a Kaiser teve aumento de vendas de 6%, graças à forte penetração da marca nos mercados segmentados com participação dos produtos Kaiser Summer Draft e Kaiser Bock.

De acordo com o diretor superintendente da Kaiser, Augusto César Parada, a empresa desenvolveu este ano a melhor estratégia de crescimento com forte atuação do setor de marketing, alcançando um faturamento recorde na história da cervejaria. “Apesar dos problemas de desvalorização cambial, crise energética, terrorismo mundial e aumento de juros, conseguimos um desempenho surpreendente. Tudo isso nos dá confiança para galgar o 2° lugar de vendas no mercado nacional”, explicou Parada.

O principal foco de atuação da empresa será o mercado interno, pois o Brasil detém o título de 4° maior mercado de cerveja no mundo e possui 40% da participação no consumo de cervejas na América Latina. Nesse mercado interno, a Kaiser briga com cerca de 14% do setor, apresentando um volume igual ao total de cervejas consumidas na Argentina. “Acreditamos no desenvolvimento do consumo interno porque o Brasil tem total condições de se tornar o 3° maior mercado do mundo, com plenas condições de desbancar a Alemanha”, disse Parada.

Nas previsões otimistas para o próximo ano, a cervejaria espera crescer pelo menos 1% sua participação no mercado nacional, o que representa um volume igual ao total de cervejas consumidas no Uruguai, ou 50% do Paraguai, 20% do mercado chileno e 10% do mercado peruano. Como estratégia de crescimento, a Kaiser conta com a ampla rede de distribuição da Coca-Cola, capaz de cobrir cerca de 1 milhão de pontos de venda no País. Para isso, será necessário reforçar as vendas no mercado Nordestino. Enquanto a Região Sudeste fica com 58% do mercado nacional, o Nordeste tem 17%, o Sul fica com 15%, o Centro Oeste com 7% e a Região Norte com apenas 3%.

___________________________________


Jornal do Commercio
Recife - 16.12.2001
Domingo