Caso realmente seja confirmado, o novo salário mínimo ampliará em R$ 1 milhão por mês as despesas com pessoal do Governo de Pernambuco
O Governo do Estado terá de administrar uma nova despesa no próximo ano: o aumento de R$ 1 milhão por mês na folha de pessoal decorrente do reajuste do salário mínimo de R$ 180 para R$ 200. Embora o secretário de Administração e Reforma do Estado, Maurício Romão, afirme que todo aumento de despesa atrapalha o equilíbrio orçamentário do Estado, o impacto do novo mínimo representará pouco para os cofres de Pernambuco.
Para se ter uma idéia do peso representado pelo acréscimo de R$ 1 milhão nas despesas com pessoal, basta lembrar que a folha do Estado é de R$ 160 milhões. Mesmo assim, Romão prefere ser mais cauteloso ao falar em crescimento de gastos com o servidor público. “Todo aumento dificulta a possibilidade de reduzir o déficit do Estado, que deve ficar em pouco menos de R$ 150 milhões”, comentou o secretário, fazendo referência ao déficit financeiro deste ano.
De qualquer forma, Romão admite que o Estado já esperava um aumento do salário mínimo para o próximo ano, num percentual em torno de 10%. O reajuste do mínimo vem mexer no salário de 40 mil servidores do Estado, do total de 165 mil existentes hoje.
ABONO – Da mesma forma como aconteceu quando o salário mínimo passou de R$ 151 para R$ 180, a majoração prevista para o próximo ano será paga como abono. A medida é criticada pelos servidores estaduais, que reivindicam um aumento real do salário-base.
Maurício Romão defende a idéia de que é melhor conceder abono porque o aumento, ao ser incorporado ao salário-base, interfere em todos os cálculos subseqüentes. É o caso do décimo-terceiro salário, das férias e dos quinqüênios. O que implicaria num impacto bem maior para a folha de pessoal e para as contas do Estado.