Terminado o Campeonato Brasileiro, o destino de Nem deve ser a Itália ou a Alemanha. O jogador diz ter recebido propostas de clubes desses dois países, interessados no seu futebol. Apesar de o futuro apontar para o futebol europeu, Nem ainda tem o desejo de voltar a Pernambuco.
“Um dia ainda hei de jogar em algum clube grande de Pernambuco”, promete. “Em 1995, cheguei a conversar com diretores do Sport, mas o negócio não vingou.” Há doze anos Nem vive longe da família, que ainda mora no bairro de Jordão Baixo. “Todo fim de ano eu visito os meus pais. No dia 26 devo chegar aí, espero que comemorando o título de campeão brasileiro.”
O ex-diretor do Vitória, David Sabino, conta que ofereceu o passe de Nem ao Sport logo após o fim do Estadual de 91. “Fiz de tudo para o Sport comprá-lo. Conversei com Wanderson (Lacerda, então presidente do clube), disse que era um jogador de muita qualidade, mas ele não se interessou.”
Paulo Roberto Arruda, presidente do Vitória na época, critica a falta de atenção dos grandes clubes do Estado. “Nem chegou a fazer gols pelo Vitória. Foi a revelação do Pernambucano de 91, eleito o melhor jogador da temporada no Estado. Mas é o que ocorre em Pernambuco, o desperdício de talentos. Muitos bons jogadores saem direto dos clubes pequenos e intermediários para equipes do Exterior ou do sul e sudeste do País.”
O Ferroviário de Vitória foi o primeiro time que Nem defendeu, ainda aos 16 anos de idade. “A liga amadora de Vitória era um dos campeonatos mais fortes do interior”, atesta Bartolomeu Souza, que treinou Nem nas categorias de base da Desportiva e na seleção da Liga de Vitória.
Foi essa seleção que, em agosto de 90, deu origem à Desportiva Vitória. Em 91, logo após o seu primeiro jogo pela equipe júnior da Desportiva, Nem foi chamado para o time profissional.