SÃO PAULO – O diretor do Departamento Técnico da CBF, Virgílio Elísio, afirmou ter recebido os ofícios do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar de São Paulo (PM-SP), com o relato de irregularidades no Estádio Anacleto Campanella, local da segunda partida da final do Campeonato Brasileiro, dia 23.
O dirigente afirmou que irá pessoalmente ao estádio para tentar resolver a questão e verificar se as exigências da PM e do Corpo de Bombeiros estão sendo atendidas. Elísio disse que entrou em contato com o presidente em exercício da FPF, Reinaldo Bastos, a quem informou sobre as condições do Anacleto Campanella. Se não houver o aval da Federação e da PM, a CBF deve transferir a partida para o Pacaembu ou para o Parque Antártica.
Para o major Marcos Cabral Marinho, do 2º Batalhão de Choque da PM-SP, se algumas providências não forem tomadas, o veto à partida é inevitável e o melhor é transferir a decisão de local. De acordo com o levantamento policial, o estádio apresenta problemas estruturais. O principal receio é a questão da segurança.
Os muros do Anacleto Campanella foram considerados muito baixos. “Isso acaba facilitando a invasão de pessoas e objetos”, explicou o oficial. Realmente não é o local adequado para uma final como esta. A prefeitura de São Caetano do Sul, proprietária do estádio, alega que o muro tem de 3 a 4 metros de altura, o suficiente para garantir a segurança da partida.
Os pontos de circulação interna também preocupam a PM, por dificultarem a saída do público. Entradas mal planejadas e deficientes, catracas antigas e corredores estreitos são encarados como ameaças. Sobre estes itens, a prefeitura da cidade respondeu, em comunicado oficial, que a conservação das catracas é responsabilidade da FPF, assim como o controle dos portões do estádio, que também fica a cargo da PM.
PERIGO – Outro assunto que não agradou à polícia foi a capacidade estipulada para o estádio. “Não é possível colocar 30 mil pessoas lá”, observou Marinho. Para o oficial, nem mesmo a decisão da FPF de colocar à venda somente 25.565 ingressos é suficiente para garantir a segurança.
Por isso, os responsáveis pelo policiamento elaboraram um relatório pedindo a redução para 24 mil bilhetes.
O comandante do 8º Grupamento do Corpo de Bombeiros, Edson Gonçalvez, confirmou que o local não conta com o Atestado de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB).