Quando for escolher o que você vai dar ao seu filho, fique atento ao que está escrito nas embalagens para mantê-lo longe do perigo
Agência Globo
Escolher o brinquedo de acordo com a faixa etária e procurar produtos com selos de qualificação da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq) e do Inmetro são garantia de um bom presente para as crianças.
O pediatra José Américo Campos, presidente do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da SBP e professor da Universidade Federal de Minas Gerais, ensina que o brinquedo deve respeitar o desenvolvimento motor da criança. Por exemplo: não vale a pena dar um carrinho de puxar à criança que mal começou a andar ou presentear com jogos de encaixe àquelas que ainda não têm esse controle. Campos dá alguns conselhos na hora da compra. “Brinquedos com rodas, como patinete, patins e velocípede, são perigosos em lugares altos, principalmente na faixa de 2 a 3 anos. É nessa fase que a criança começa a gostar de brincar de alpinista e subir em tudo”, diz.
Outro cuidado é com relação à qualidade. Artigos de plástico, que se quebram ou desmontam facilmente e têm partes cortantes, são um risco. Além disso, é importante observar se o brinquedo pode causar intoxicação. Alguns são fabricados com materiais nocivos, com altos níveis de chumbo e cádmio. A ingestão de chumbo, por exemplo, causa danos ao sistema nervoso, prejudicando a capacidade de aprendizagem.
O pediatra não recomenda brinquedos barulhentos. Eles são nocivos ao aparelho auditivo. Já o uso em excesso de videogames pode causar lesões de tendão. “Artigos que emitem sons acima de 26 decibéis podem até levar a surdez, especialmente em bebês prematuros. Nem sempre a criança quer os brinquedos mais caros. Às vezes, os mais simples atraem mais. Uma boa saída é dar brinquedos pedagógicos”, alerta Campos.
Para o pediatra, na hora da compra é preciso conhecer gostos, interesses, habilidades e limitações da criança que receberá o brinquedo. A escolha deve satisfazer à necessidade dela e não à dos pais.
NO BERÇO – O site da Abrinq (www.abrinq.com.br) traz recomendações quanto à segurança dos brinquedos. Uma dica é desfazer as embalagens antes de entregar a uma criança pequena. Os artigos para crianças com menos de 3 anos devem ter peças grandes, pois as menores podem ser levadas à boca. Os brinquedos do berço e os móbiles devem ser retirados aos cinco meses ou quando o bebê começa a se apoiar. Bichos de pelúcia, chocalhos e colares de contas não devem ser suspensos no berço, no quadrado ou no carrinho, com cordas ou tiras, para evitar acidentes.
Quando o interesse é por jogos eletrônicos, o mais difícil é saber a dose certa. Eles podem ajudar no desenvolvimento psicomotor e cognitivo. A dose certa é quando servem como coadjuvantes no desenvolvimento e na aprendizagem, sem substituir outras atividades.