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ENSINO III 2002: o ano do e-Learning Ensino a distância vai se expandir, chegando a 2,2 milhões de alunos no Brasil. Recife está na dianteira das experiências com o Virtus, que oferece mestrado no próximo ano por MONA LISA DOURADO Um novo neologismo ameaça invadir a Internet no próximo ano. Passada a fase do entusiasmo com o e-commerce, é a vez do e-Learning tomar conta da Web. O ensino a distância via Rede, garantem os especialistas, terá em 2002 seu momento de maior ascensão. Estima-se que, no próximo ano, uma legião de 2,2 milhões de estudantes assistirão a aulas virtuais. Dados do instituto Internet Data Corporation (IDC) indicam que mais de 60 organizações dão aulas pela Internet, enquanto outras 50 fornecem soluções. Segundo o responsável pelo estudo, Frederico Thompson, o segmento deve movimentar em 2001 R$ 45 milhões, mais que o triplo de 2000 de R$ 10 milhões. A maior fatia é do mercado corporativo. Entre os estudantes que devem contribuir para engordar essas estatísticas certamente estão os primos Alexsandro Souza e Wilson Freitas Júnior, que descobriram juntos os benefícios do aprendizado a distância. Mesmo trabalhando três expedientes, eles já concluíram cinco cursos online. E querem mais. Estudo em todas as horas vagas, nos fins de semana e no intervalo do almoço, que não daria nem sequer pra eu me locomover até uma escola de verdade, conta Alexsandro. Para Wilson, outra vantagem é poder terminar o curso antes do tempo normal. Para quem mora em lugares onde não há muita oportunidade de aperfeiçoamento, o e-Learning promove o contato com conteúdo dos principais centros de ensino e possibilita o intercâmbio com gente do mundo todo. Foi isso que motivou a professora de Desenho Industrial Helena Guedes, de Campina Grande (PB). No início, tive receio de que os encontros com os colegas e o professor no chat fossem confusos, mas as condições acabaram sendo as mesmas de uma aula convencional. O entusiasmo não significa que as instituições de ensino de tijolo e cimento estão fadadas a desaparecer. Mas demonstra que a educação caminha rumo à Web cada vez com maior velocidade. Prova disso é que até mesmo prestigiadas universidades começam a aderir aos cursos online, seja para complementar aulas tradicionais ou para integrar-se às novas tecnologias. Um caso exemplar é o da UniCarioca, do Rio de Janeiro, que criou há seis anos a Universidade Virtual (Univir). Tem 200 cursos de extensão e de pós-graduação em 15 escolas, e já atendeu a mais de 50 mil alunos. De atuação semelhante, a Universidade Virtual Brasileira (UVB) é formada por 10 universidades reais e prepara a estréia de cinco cursos de graduação 100% online e um de pós-graduação. Em Pernambuco, a maior referência é o Virtus, da UFPE, que integra uma rede internacional de ensino a distância. Seu coordenador, Paulo Cunha, diz que, entre os fatores de crescimento do e-Learning no Brasil, está a promulgação da portaria 2253, do Ministério da Educação (MEC), estabelecendo que todas as instituições federais de ensino superior poderão oferecer até 20% do currículo através de métodos não-presenciais. Fora do circuito das universidades, sobressai-se a iniciativa da Fundação Bradesco, que proporcionará a comunidades carentes ensino online gratuito, e a dos portais de idiomas como o House Of English, da rede Yázigi Internexus, e o Cultura Inglesa Online, da Cultura Inglesa que, além de cursos virtuais, mesclam as duas técnicas de ensino, online e presencial, com cursos combinados. Para Hélia Braga, entusiasta da educação a distância, antes de optar por um dos métodos, é imprescindível tomar precauções. É preciso ter boas referências da instituição, avaliar o custo-benefício, planejar as atividades profissionais para o período das aulas e, sobretudo, ser disciplinado e organizado, além de estar bastante interessado no assunto, aconselha, com a experiência de quem já passou por três cursos virtuais, tendo cursado o último, de Gestão da Informação para o Ambiente Web, no Virtus, há menos de dois meses. |
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