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MESSENGERS
Tecle, converse. Seu HD não tem nada com isso

Serviço tupiniquim de mensagens instantâneas dispensa espaço no seu disco rígido. Você acessa o site do ComuniQC e começa a teclar. O melhor: seus dados são salvos e podem ser acessados de qualquer máquina

por BRUNA CABRAL
bruna@jc.com.br

Você ainda acha que ‘popularidade digital’ só se conquista às custas de dezenas de bytes do disco rígido? Então, em vez de baixar pesados softwares de troca de mensagem instantânea, ComuniQC. Este é o nome do serviço gratuito e online de bate-papo ‘made in Brazil’, que permite a realização de chats e manda arquivos de texto, imagem ou áudio e faz tudo mais que um messenger tradicional é capaz de fazer. Com uma única exceção: não toma de assalto o HD alheio.

Já a linha telefônica, essa não escapa. Fica ocupada mesmo. Afinal, o princípio do serviço é o mesmo adotado pelos messengers tradicionais: é preciso estar conectado para bater papo. A idéia, tida em conjunto por um pernambucano, um mineiro e um carioca, está agradando. De 99, ano em que o serviço foi colocado no ar, até agora pelo menos 67 mil pessoas, da Arábia Saudita ao Japão, passando pelos Estados Unidos e vários países da América Latina, entraram para a comunidade ComuniQC.

O cadastro foi a única chateação que eles tiveram que enfrentar para usufruir do serviço. E, de tão simples e rápido, nem chega a ser tão traumático assim. Depois de vencida essa etapa, a simplicidade do sistema é ainda mais marcante e só não é maior que sua disponibilidade. “Nosso objetivo era criar um messenger que estivesse sempre à disposição do usuário, podendo ser acessado de qualquer máquina”, afirma o único nordestino do trio, João Raimundo Reis de Sousa.

E é exatamente assim que funciona. Para começar a fofoca virtual, basta o internauta acessar a página e efetuar login no serviço, informando apelido e senha. Depois, escolhe entre os modelos de visualização Comunicador, aquele bem conhecido da janelinha comprida, e Tela Cheia. Tanto um quanto outro são ambientes personalizados, que armazenam as informações do usuário (dados cadastrais, lista de contatos) e trazem algumas opções de background diferentes, como o espacial, o inspirado no Batman e o Carinhoso, todo cor-de-rosa.

Além de escolher a ‘decoração’, os usuários podem, dessa área, identificar os contatos online e off-line, chamar os ‘plugados’ para um chat, que no serviço recebe o brasileiríssimo nome de Canal Privativo, ou enviar mensagens e arquivos para os desconectados. As duas opções têm lá suas limitações. Na primeira, o problema é de ordem estética. Não há opções de mudar o tipo ou cor da fonte, nem de acrescentar aquelas carinhas para alegrar o texto. Isso sem falar na janela de diálogo, que é o mais simples possível. Tudo, literalmente, preto no branco, ou melhor, branco no preto. Quanto ao envio de e-mails, a limitação é de tamanho mesmo: 2 MB no máximo. Em compensação, há recursos de criptografia.

Compatível com ICQ, o serviço também traz recursos de envio de links e mensagens para todos os usuários da lista ou para os administradores do programa, além de disponibilizar espaço para armazenamento de mensagens. Os mais esquecidos – ou menos sociáveis – podem também se auto-enviar Lembretes, que ficam sempre listados na sua tela de entrada.

Para não ficar só na base do lembrete, o internauta pode fazer amigos usando o Radar, seção que mostra os usuários do ComuniQC conectados e, portanto, disponíveis para um bom bate-papo. Há ainda opções de busca de novos contatos por idade, sexo, etc.

CORPORATIVO – Como os messengers estão conquistando a passos largos o mercado corporativo, os criadores do ComuniQC acabam de lançar uma versão do serviço para esse público: o SIM (Sistema Instantâneo de Mensagens), totalmente configurável, mais seguro... e pago. A filosofia é a mesma: a de que amigo se guarda no peito e não no HD.

Serviço

www.comuniqc.com.br

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Jornal do Commercio
Recife - 12.12.2001
Quarta-feira