O secretário de Desenvolvimento Urbano e Projetos Especiais, o deputado federal (licenciado) Sérgio Guerra (PSDB), só entra na disputa para senador se tiver a garantia de que o PFL não irá “cruzar os braços” em sua campanha. E essa é uma ameaça constante, até que o sonhado chapão proporcional seja assegurado para viabilizar a eleição dos pefelistas.
Sérgio Guerra já declarou, publicamente e reiterada vezes, que a reedição da aliança PMDB/PFL/PSDB para as eleições proporcionais está descartada. O tucano sabe que pode pedir qualquer coisa ao PSDB, menos que o partido se suicide. E o chapão, nos cálculos dos sociais-democratas, é a morte nas urnas.
Além do fantasma de um possível ‘boicote’ do PFL à sua candidatura, Sérgio Guerra esbarra na pretensão ao Senado, enquanto se mantém o suspense do futuro do governador Jarbas Vasconcelos.
É que, em Jarbas não disputando a reeleição, mas o Senado, o PSDB teria a opção de lançar candidato próprio ao Governo ou de pleitear o cargo de vice-governador para Sérgio Guerra.
Com o ingresso, no PSDB, do ex-prefeito Roberto Magalhães e do deputado federal José Múcio Monteiro, ambos ex-pefelistas, os tucanos ficaram afoitos em se declarar com plenas condições de compor uma chapa completa – e competitiva, acreditam – para as eleições de 2002.
A insistência do PFL pela composição do chapão proporcional foi freada por enquanto, mas não esquecida. Vira e mexe e os pefelistas voltam ao assunto, sempre com a esperança de que o governador Jarbas Vasconcelos conduza essa matemática em favor de um somatório dos três principais partidos aliados do Palácio das Princesas.