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GRÃ-BRETANHA
Para seguir os caminhos de Harry Potter

O pequeno bruxo ataca agora o turismo. O BTA (British Tourist Authority), lança um mapa com as principais locações na Inglaterra do grande sucesso de bilheterias da temporada


CASA DE BRUXA Dizem que as cavernas de Wookey foram o lar de uma velha bruxa.

por BRUNO ALBERTIM

Com mais de 2,5 milhões de espectadores só no Brasil, Harry Potter e a Pedra Filosofal, em exibição há apenas duas semanas, já é a maior bilheteria do ano no País. Não é só o cinema e a indústria de produtos derivados e seus ‘trocentos’ badulaques, contudo, que a adaptação do best-seller deve atingir. O pequeno bruxo já começa a dirigir seus feitiços para o turismo. Lançando pelo British Tourist Authority (BTA), o órgão oficial do turismo britânico, já está disponível para o público brasileiro o mapa Harry Potter – Discovering the Magic of Britain (Descobrindo a Magia da Grã-Bretanha). São indicações das locações que o pequeno e respeitado bruxo percorre durante sua estada na criteriosa escola de bruxaria de Hogwarts, a fantástica ‘instituição’ a que o público é apresentado durante o filme.

Seria de se estranhar que um lugar que atravessou períodos como a Idade Média e o Renascimento precisasse recorrer a estúdios na hora de conseguir cenários para a história de Potter. Pois bem: algumas das cenas foram produzidas na própria Londres. Logo no início da trama, antes de ir para a famosa escola onde trava a fantástica luta contra o mal que seduziu a infância globalizada do momento, Potter acompanha a – como não poderia deixar de ser – malvada família adotiva ao zoológico.

É no zoológico real de Londres, onde mais de 600 espécies raras estão expostas, que ele descobre, no setor de répteis, seu poder de falar com as cobras e acaba libertando uma serpente, “criada em cativeiro como ele”.

Depois de ser contactado pelo carismático Hagrid, uma espécie de ogro da Hogwarts, Harry descobre então que é bruxo e que precisa ir à escola de bruxarias que lhe reserva uma vaga desde que ele nasceu. É na King Cross Station, uma das principais e mais típicas estações londrinas, que o pequeno toma o Hogwarts Express, um trem mágico que sai da inexistente Plataforma 9 3/4: uma passagem mágica localizada no meio de uma coluna de tijolos.

É no trem que ele faz amizade com os dois coadjuvantes da trama, Rony e a menina Hermione, aprendizes de bruxo que irão ajudá-lo a encontrar a pedra filosofal. O sucesso da estação entre turistas mirins cresceu tanto depois do filme que funcionários foram designados a orientar adultos a não permitirem que crianças tentem ‘atravessar’ as paredes. No filme, Harry vira fumaça para chegar ao trem. Na Londres real, garotos têm se machucado com a intenção.

Crianças não costumam ter muito apreço por velhas bibliotecas, mas a Bodeleian Library, na Rua Broad, na cidade de Oxford, teve sua reputação aumentada com as filmagens. Fica a apenas 15 minutos de caminhada da Estação de Oxford. É lá que foram feitas as cenas da parte secreta da Biblioteca da Hogwarts, quando Harry, usando pela primeira vez a capa da invisibilidade que pertencera a seus pais (sim, quem não viu o filme deve saber que o nosso herói é um órfão) descobre grande parte da missão que lhe é reservada. Os jardins do Castelo de Alnwick são outros lugares usados: lá, a turminha de bruxinhos tem sua primeira aula de vôo sobre vassouras. Para interessados em voar (de avião, não em vassouras, contrariando as vontades de vários fãs do filme) para a Inglaterra nas férias, o mapa pode ser conseguido com o escritório brasileiro do BTA (F: 21– 2531.1717)

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Jornal do Commercio
Recife - 13.12.2001
Quinta-feira