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JUSTIÇA
II
Defensor é obrigado
a atender clientes e a
fazer limpeza de sala
Trabalhando há vinte anos como defensora pública, Irene de Brito Lacerda, 51 anos, não apenas advoga. Ela também lava, limpa e organiza o núcleo da Assistência Judiciária, no Pina, que não conta com nenhum responsável pelos serviços gerais. “Temos que fazer um pouco de tudo para que a defensoria continue funcionando”, declarou.
Além da falta de mão-de-obra, Irene reclama da infra-estrutura precária. “Ficamos dois anos sem condições de usar o único banheiro existente. Ele era pequeno, sem água e ninguém fazia a limpeza”.
Com 40 anos dedicados à profissão, Lenira Luiza de Souza, 59, trabalha na Sub Defensoria de Causas Coletivas, na Boa Vista. Para desenvolver seu trabalho, apenas máquinas de escrever antigas, cadeiras sem conforto, caneta, papel e algumas prateleiras sem proteção para arquivar os processos “Ser defensor não é status”.
A recompensa para os defensores vem com a resolução dos problemas como o do casal Cleodivan França, 28, e Ana Paula Mendonça, 25, que não conseguia uma separação amigável. Só após a intervenção da Defensoria, Cleodivan aceitou pagar a pensão alimentícia dos filhos.
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Jornal do Commercio
Recife - 20.05.2001 Domingo
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