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NUTRIÇÃO
Hipovitaminose A prejudica crianças

Estudo concluído em dezembro passado, em Pernambuco, comprovou que as más condições de vida e a não-amamentação contribuem para a carência de vitamina A em crianças com menos de cinco anos. A nutricionista Sônia Lucena, professora do Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Pernambuco, analisou a situação de 616 meninos e meninas de 18 cidades. O objetivo foi verificar os potenciais fatores de risco para a hipovitaminose A, uma das doenças da desnutrição que, segundo compromisso assumido em 1990, em reunião promovida pelas Nações Unidas, deveria estar controlada no mundo desde o ano passado.

O trabalho foi realizado a partir das conclusões da Pesquisa Estadual Sobre Saúde e Nutrição, publicada em 1998 e que apontou a presença da doença em 18% das crianças. Sônia constatou que um garoto que mora numa casa de chão de barro tem 4,49 vezes mais chances de ser carente em vitamina A. Não ter água encanada e não possuir geladeira são outros indicadores de pobreza e más condições de vida que também aumentam os riscos em duas vezes.

A amamentação também foi observada. As crianças que são amamentadas por menos de 30 dias têm duas vezes mais chances de possuir hipovitaminose A. O leite materno contém vitamina A e mesmo quando a mãe está desnutrida. A hipovitaminose A leva à cegueira. A vitamina pode ser encontrada no fígado bovino, leite e derivados, gema de ovo, jerimum, cenoura, manga, mamão, milho, cevada, óleo de amêndoas, soja e azeite de oliva.

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Jornal do Commercio
Recife - 20.05.2001
Domingo