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SANEAMENTO
Gravatá ganhará rede de esgoto

O município é um dos 14 beneficiados por um programa do Banco Interamericano de Desenvolvimento. Segundo a Compesa, as obras estão orçadas em R$ 15 milhões

por PAULA PERRELLI

Nos próximos dois anos, a zona urbana do município de Gravatá, distante 85 quilômetros do Recife, vai receber cobertura de esgotamento sanitário. A cidade integra a estatística que indica a ausência de saneamento básico em 83% do território pernambucano. Com 491 quilômetros quadrados e 62 mil habitantes, a cidade utiliza fossas ou joga o esgoto em via pública por falta de um sistema de tratamento adequado. As obras, orçadas em R$ 15 milhões, devem ser licitadas no prazo de 60 dias.

Mesmo que tardiamente, o município é um dos 14 a serem beneficiados pelo Programa de Ação Social e Saneamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (PASS/BID), coordenado pelo Governo Federal. O projeto de esgotamento prevê a implantação de 230 mil metros de rede coletora, 10 estações elevatórias, 5 mil metros de interceptores (tubulações principais que recolhem o esgoto dos outros canais) e uma estação de tratamento, localizada próxima ao Rio Ipojuca, onde será lançado o material tratado.

“Haverá melhoria na qualidade do ambiente e de vida da população. Sem esgotamento sanitário, as pessoas estão muito mais sujeitas às doenças”, explicou o diretor-técnico da Compesa, Álvaro Menezes. As obras também vão beneficiar a população flutuante que visita o município. “Gravatá foi uma das cidades escolhidas porque as obras de duplicação da BR-232 vão trazer muito desenvolvimento para a área. Temos que trabalhar na melhoria das condições porque, de certa forma, a cidade vai ficar mais próxima do Recife”, afirmou o presidente da companhia, Gustavo Sampaio.

O projeto de esgotamento sanitário de Gravatá foi concluído no mês passado. O trabalho, executado pela empresa Maia Melo Engenharia, custou R$ 271 mil à Compesa.

Enquanto isso, obras de abastecimento de água na cidade já estão sendo executadas. A previsão para conclusão é março do próximo ano. Um total de R$ 9,3 milhões, provenientes de recursos da Caixa Econômica Federal no Programa Águas de Pernambuco, estão sendo investidos para que o fornecimento de água no município seja incrementado e regularizado. Três mil novas ligações serão feitas nas residências. A capacidade de produção de água em Gravatá passará de 160 litros d’água por segundo (l/s) para 230 l/s.

O projeto de abastecimento inclui a construção da Barragem de Amaraji, com vazão de 100 l/s; duas estações de bombeamento; uma adutora principal, medindo 14 mil metros, saindo do Rio Amaraji para a Barragem do Rio Vertentes Doce; oito reservatórios espalhados pela cidade e, por fim, 130 mil metros de rede de distribuição. Esta será dividida entre a substituição de tubulações antigas herdadas da prefeitura ou da Fundação Nacional de Saúde e implantação de novas ligações. “Estamos aproveitando a oportunidade para montar um controle operacional que será mais eficiente, com condições para operar válvulas à distância”, concluiu Álvaro Menezes.

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Jornal do Commercio
Recife - 20.05.2001
Domingo