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EPIDEMIA II
Pesquisadores do IPA buscam melhoramento genético do cacto

O fungo descoberto na palma forrageira pela Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária (IPA) está ajudando os técnicos da instituição no melhoramento genético da espécie. Das mais de 100 variedades do cacto importadas do México para esse projeto, 16 já foram testadas para o Alternaria tenuis e outros três fitopatógenos que atacam a palma.

“Se uma variedade se mostra menos resistente a uma doença, ela não deve ser utilizada no melhoramento da palma”, explica o coordenador da pesquisa, o agrônomo Rildo Sartori Coelho.

O trabalho começou em fevereiro e conta com a participação do estudante de agronomia da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) Plínio Duarte da Silva, bolsitas do projeto pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Além da mancha-de-alternária, a palma forrageira cultivada em Pernambuco sofre epidemias de outras três doenças: podridão preta (também provocada por um fungo, ataca as junções das raquetes), a gomose (o fungo causa lesões semelhantes ao cancro nas raquetes), a podridão da raízes e raquetes da base (fungo ou bactéria que ataca as raquetes).

Na opinião de Sartori, as doenças da palma podem ser resultantes do adensamento da forrageira. “Da forma como ela está sendo plantada, facilita a entrada de fitopatógenos”, ressalta. Prova disso é que antes do cultivo intensivo da planta não havia registros de doenças.

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Jornal do Commercio
Recife - 20.05.2001
Domingo