A partir desta semana o departamento de Vigilância Sanitária do município vai distribuir uma cartilha ensinando a população como identificar e proceder ao encontrar um animal que apresente os sintomas da doença
O surgimento de cães e gatos com suspeita de raiva animal, em Paulista, tem deixado as autoridades sanitárias da cidade preocupadas. Recentemente, técnicos da Secretaria de Saúde descobriram que um morador do município jogou um cachorro morto numa lata de lixo e um caminhão compactador de coleta triturou o animal. Um exame feito no bicho mostrou que ele apresentava características da raiva e não deveria ter sido jogado ao ar livre porque poderia infectar a população. Numa tentativa de amenizar os riscos de proliferação do mal, a Vigilância Sanitária de Paulista distribuirá, a partir da quinta-feira, uma cartilha educacional ensinando aos moradores como identificar e proceder se encontrar um animal com os sintomas.
Apesar de o último caso da doença no município ter sido computado há dois anos, os especialistas acreditam que a campanha é uma das soluções mais eficientes para rastrear os pontos ameaçados e evitar novos registros. Segundo a diretora de Epidemiologia da Vigilância Sanitária de Paulista, Eunice Gonçalves, é necessário conhecer bem as áreas de risco para realizar um trabalho eficaz no combate à doença. “Qualquer pessoa mordida por um animal suspeito deve comunicar o caso a um órgão de saúde municipal. Somente assim poderemos fazer um acompanhamento adequado do bicho. Se o animal morrer, o dono deve acionar a Vigilância Sanitária para fazer a remoção. Muitas pessoas se livram do bicho jogando-o em terrenos baldios e rios, o que é um risco, já que ele tem de passar por uma análise laboratorial”, alertou.
Outra preocupação da diretora é quanto à profilaxia nas possíveis vítimas dos animais. “A pessoa deve procurar a unidade de saúde mais próxima de sua residência para tomar o soro anti-rábico ou as vacinas contra a doença. O soro só é aplicado quando constatada a doença no animal. Já as vacinas são aplicadas por precaução. Isso seria evitado se elas trouxessem o animal ou apontassem onde ele está, o que permitiria o diagnóstico do bicho”, indicou.
De acordo com Eunice Gonçalves, o trabalho dos agentes de saúde depende do apoio da população. “Ao se constatar um foco da doença, os técnicos precisam isolar a área em até 72 horas e vacinar todos os animais da região que estiverem num raio de um quilômetro”, explicou.
SINTOMAS – A raiva animal leva à morte em 100% dos casos. A doença pode aparecer de duas formas. A primeira é conhecida como Raiva Muda ou Paralítica. Nela, o animal fica triste, perde o apetite, isola-se em locais escuros, vai ficando paralítico e morre cinco dias depois de contrair a moléstia.
O segundo tipo é a Raiva Agressiva. O animal apresenta os mesmos sintomas da anterior, mas apresenta ainda baba excessiva, ataques de loucura e priapismo (pênis ereto constantemente). Informações e denúncias sobre animais com suspeita de raiva devem ser passadas à Vigilância Sanitária de Paulista nos telefones 3433.0754 e 3437.2349.