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RACIONAMENTO
Vivendo à meia luz

Depois de lançar o plano de racionamento, o grande desafio do Governo Federal é não enfrentar resistências às medidas anunciadas na última sexta-feira e conseguir evitar um colapso energético até o final do ano

Depois de quase dois meses discutindo a crise energética do País, o Governo Federal lançou, na última sexta-feira, o plano emergencial de racionamento pelo qual espera-se reduzir em 20% o consumo de energia das regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste. Entre a proposta de criar um sistema de cotas e iniciar de vez os apagões, a Câmara de Gerenciamento da Crise Energética optou pela primeira alternativa e decidiu sobretaxar os consumidores que não cumprirem as suas metas. No entanto, o ministro do apagão, Pedro Parente, não descartou que, se o plano não alcançar seu objetivo, será necessário implantar um sistema de apagões.

Os consumidores residenciais foram divididos em quatro categorias: até 100 kilowatts hora (kWh), de 101 a 200 kWh, de 201 a 500 kWh e acima de 501 kWh. Todos terão que reduzir em 20% a sua demanda por energia com base na média do consumo de maio, junho e julho de 2000. Até 100 kWh, não é preciso cortar 20%, mas se o fizer, o consumidor será beneficiado com um bônus: para cada R$ 1 economizado, terá um desconto na conta de luz de R$ 2.

Aqueles que estiverem entre 101 kWh e 200 kW terão que reduzir a carga em 20%. Se o fizerem, receberão um bônus de até R$ 1 para cada R$ 1 economizado. Se não cumprirem a meta, terão sua energia cortada por três dias em uma primeira incidência e seis dias no segundo descumprimento. Já os consumidores entre 201 kWh e 500 kWh poderão pagar uma conta muito mais alta. Isso porque, se não houver uma redução do consumo de 20%, a tarifa será aumentada em 50%. Em Pernambuco, isso significa que em vez de pagar a média de R$ 0,16 por kWh, o consumidor vai arcar com R$ 0,24 por kWh. Além disso, corre o risco de ter sua energia cortada também por três e seis dias (reincidência).

O aumento da tarifa dos consumidores acima de 500 kWh que descumprirem a meta será de 200%. Já os clientes da área rural terão uma meta um pouco menor: reduzir seu consumo em 10%.

A manutenção do alto nível de consumo para os setores industrial e comercial poderá sair muito mais caro. Eles também foram divididos em duas categorias: baixa tensão e alta tensão. Os primeiros terão que reduzir o consumo em 20%. Se essa meta não for cumprida, a conta de luz será calculada com base na tarifa negociada no Mercado Atacadista de Energia (MAE). Nessa última semana, o megawatt hora (MWh) era negociado no MAE por R$ 444,99 enquanto a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) estava cobrando R$ 40 pelo MWh.

Já os clientes comerciais e industriais de alta tensão – a partir de 13,8 kilovolts (kv) – terão que consumir entre 75% e 85% da média dos três meses de 2000. Acima disso, a energia também sairá pelo mesmo preço negociado no MAE.

Além disso, na última quarta-feira, o Governo já havia decretado uma série de medidas ligadas ao setor público também com o objetivo de diminuir o consumo.

Depois de quase dois meses discutindo a crise energética do País, o Governo Federal lançou, na última sexta-feira, o plano emergencial de racionamento pelo qual espera-se reduzir em 20% o consumo de energia das regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste. Entre a proposta de criar um sistema de cotas e iniciar de vez os apagões, a Câmara de Gerenciamento da Crise Energética optou pela primeira alternativa e decidiu sobretaxar os consumidores que não cumprirem as suas metas. No entanto, o ministro do apagão, Pedro Parente, não descartou que, se o plano não alcançar seu objetivo, será necessário implantar um sistema de apagões.

Os consumidores residenciais foram divididos em quatro categorias: até 100 kilowatts hora (kWh), de 101 a 200 kWh, de 201 a 500 kWh e acima de 501 kWh. Todos terão que reduzir em 20% a sua demanda por energia com base na média do consumo de maio, junho e julho de 2000. Até 100 kWh, não é preciso cortar 20%, mas se o fizer, o consumidor será beneficiado com um bônus: para cada R$ 1 economizado, terá um desconto na conta de luz de R$ 2.

Aqueles que estiverem entre 101 kWh e 200 kW terão que reduzir a carga em 20%. Se o fizerem, receberão um bônus de até R$ 1 para cada R$ 1 economizado. Se não cumprirem a meta, terão sua energia cortada por três dias em uma primeira incidência e seis dias no segundo descumprimento. Já os consumidores entre 201 kWh e 500 kWh poderão pagar uma conta muito mais alta. Isso porque, se não houver uma redução do consumo de 20%, a tarifa será aumentada em 50%. Em Pernambuco, isso significa que em vez de pagar a média de R$ 0,16 por kWh, o consumidor vai arcar com R$ 0,24 por kWh. Além disso, corre o risco de ter sua energia cortada também por três e seis dias (reincidência).

O aumento da tarifa dos consumidores acima de 500 kWh que descumprirem a meta será de 200%. Já os clientes da área rural terão uma meta um pouco menor: reduzir seu consumo em 10%.

A manutenção do alto nível de consumo para os setores industrial e comercial poderá sair muito mais caro. Eles também foram divididos em duas categorias: baixa tensão e alta tensão. Os primeiros terão que reduzir o consumo em 20%. Se essa meta não for cumprida, a conta de luz será calculada com base na tarifa negociada no Mercado Atacadista de Energia (MAE). Nessa última semana, o megawatt hora (MWh) era negociado no MAE por R$ 444,99 enquanto a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) estava cobrando R$ 40 pelo MWh.

Já os clientes comerciais e industriais de alta tensão – a partir de 13,8 kilovolts (kv) – terão que consumir entre 75% e 85% da média dos três meses de 2000. Acima disso, a energia também sairá pelo mesmo preço negociado no MAE.

Além disso, na última quarta-feira, o Governo já havia decretado uma série de medidas ligadas ao setor público também com o objetivo de diminuir o consumo.

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Jornal do Commercio
Recife - 20.05.2001
Domingo