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TURISMO ECOLÓGICO II Hotel Santa Fé quer criar pólo de desenvolvimento na região
Um bucólico engenho de cana-de-açúcar, do século 19, acabou se transformando em um hotel-fazenda. Foi o que aconteceu com o Santa Fé, o primeiro a abraçar o projeto Engenhos do Norte, que há um ano foi revitalizado e transformado em hospedagem.
A antiga casa de ração, o armazém de açúcar e a estribaria ganharam roupa nova para abrigar os hóspedes. Nos finais de semana, todos os apartamentos ficam ocupados. A maioria dos visitantes é de outras cidades do Estado.
“Em média, recebemos 150 pessoas por final de semana. Esta é uma iniciativa de grande valia para nós. Estamos criando um pólo de desenvolvimento na região”, diz Erivaldo Araújo, proprietário do Santa Fé. O patrimônio histórico e cultural foi todo mantido, valorizando e aproveitando algumas peças que fazem parte da história do engenho.
A antiga casa de purgar o açúcar foi revitalizada, conservando os utensílios originais. Com relação à moita, onde era feito o açúcar, Erivaldo Araújo fez a recomposição do maquinário, para que os visitantes possam conhecer todo o mecanismo de madeira que movia a moenda puxada por boi ou cavalo (almanjarra), os tachos e as formas conhecidas como pão-de-açúcar.
DOCES – Vizinha ao Santa Fé, encontra-se funcionando em pleno vapor a fábrica Doces do Bonito, instalada no Engenho Bonito. Ele foi o segundo a se engajar no projeto. Diariamente, são produzidos 350 potes de doces em calda e geléias de frutas da terra como jaca, laranja, goiaba.
A proprietária, Gerusa Cavalcante, que começou fabricando doces modestamente para os familiares na cozinha da casa grande, teve a iniciativa de vender os produtos aos supermercados e mercearias. A idéia deu certo e com um investimento inicial de R$ 35 mil na aquisição de equipamentos e fornos semi-industriais, a fábrica foi montada. Hoje, Gerusa conta com oito funcionárias.
Ao invés de trabalharem no corte da cana, elas receberam qualificação e treinamento por meio da assessoria do Instituto Tecnológico de Pernambuco (Itep) e do Sebrae. O centro de treinamento funciona no Engenho Ventura, poucos metros distantes dos outros. Nele, também funcionam o Clube da Mulher no Campo, as escolas para os filhos dos moradores e as oficinas para os jovens da comunidade.
Tanto os homens como as mulheres, estão tendo a oportunidade de se alfabetizarem e de conhecerem a história da Zona da Mata, com aulas sobre a história e a geografia da região. Além disso, as trabalhadoras, que fazem parte do Clube da Mulher do Campo, têm aulas de educação sexual, de corte e costura, bordado, culinária, horta, artesanato, além de outras atividades.
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