Se no teatro a versatilidade é obrigatória, no futebol é uma virtude. E para encenar o grande espetáculo da bola, o goleiro de futsal Alex Amorim não pensou duas vezes na hora de trocar o gol por uma posição na linha. Encarou a troca na boa e foi viver a sua nova personagem, que tem a função de zagueiro.
Alex conta que, apesar de ser goleiro, gosta de jogar na linha. “Quando comecei a jogar, era pivô. Só um ano depois é que fui para o gol”, explicou. “Acho que, no campo, jogo melhor fora do gol. Além disso, já tínhamos um bom goleiro. Não precisavam de mim.”
Diante do novo roteiro, Alex não se fez de modesto e pediu ao técnico para arriscar na linha. “Deu certo”, avaliou.
Agora ele só pensa numa coisa: chegar ao México. “Desde o começo da competição, meu sonho é o México. É claro que será uma honra para todos nós jogarmos no Maracanã, mas ninguém pode ficar embasbacado com o Estádio e esquecer de jogar bola”, adverte o jogador.
E é para evitar justamente esse ‘embasbacamento’ que o técnico Marconi Moura está conversando com seus atletas. “Temos que permanecer calmos e humildes. Não podemos deixar que isso nos suba à cabeça”, falou, plagiando as palavras de qualquer bom diretor às suas estrelas.