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GAME
Looney Tunes bagunçam História

Pernalonga e Taz são os protagonistas desse jogo, que tem as mesmas vozes da dublagem em português. O problema é que a comédia ficou em segundo plano

por MÁRCIO PADRÃO
mpadrao@jc.com.br

O que um fã dos Looney Tunes – os desenhos do Pernalonga, Patolino e os personagens clássicos da Warner – deve esperar de um jogo baseado neles? Sopapos e explosões? Diálogos e caretas hilárias? A famosa musiquinha de abertura com o logotipo da Warner Bros? Se essas forem as suas respostas, talvez você se decepcione um pouco com Pernalonga e Taz: O Furacão do Tempo, lançado no Brasil pela Infogrames.

No melhor estilo freak dos Looney Tunes, o início da trama apresenta Patolino como um desratizador que vai prestar serviço na casa da Vovó (a dona de Piu-piu). Mas na hora de limpar uma máquina do tempo, algo dá errado e toda a História tem seu rumo bagunçado. Como se a bagunça fosse pouca, a senhora convoca ninguém menos que Pernalonga e o Diabo da Tazmania, vulgo Taz, para recuperar os mecanismos perdidos da máquina e reorganizar a linha do tempo.

O maior alívio para os fãs ‘xiitas’ é que a versão dublada em português traz as mesmas vozes do desenho animado. O jogo em si, no estilo plataforma dos videogames, apresenta pontos altos e baixos, resultando em um jogo irregular.

Um dos aspectos positivos é a interação criada entre os protagonistas. Pernalonga e Taz estão juntos em todas as fases e se auxiliam nas tarefas. No modo de um jogador, você deve alternar sempre de personagem, pois cada um possui habilidades próprias: o coelho gira as orelhas como hélice para saltar penhascos, passeia por baixo da terra e só ele pode usar os objetos de cena (marretas, bombas, tochas, etc), enquanto o diabo tem força para levantar caixas pesadas, rodopiar e perfurar as tocas. No modo de dois jogadores a coisa complica, pois às vezes um deles ‘some’ da tela e perde-se o controle sobre o personagem.

Já o desafio é bem equilibrado, alternando brigas contra personagens brigões – Eufrazino, Horlelino, Ali Babá, gorilas, etc – com estratégias conjuntas para alcançar os mecanismos. As fases começam a partir de portões e remetem a períodos e locais históricos, como a Transilvânia, e a povos, chamados de eras Viking, Asteca e Árabe. Como é comum em plataformas, os itens servem de grande ajuda – no caso aqui, cenouras para restaurar energia e caixas que recuperam o parceiro, caso alguém da dupla tenha ‘dançado’.

De pontos negativos, temos os gráficos pesados em 3D e a citada falta do elemento comédia em quase todo o jogo. Nada de cenas muito hilariantes como as dos desenhos. Até os vídeos de ajuda, onde a Vovó e Piu-piu dão dicas, seriam uma boa oportunidade para gags visuais, mas que foi desperdiçada. Pelo menos é um grato retorno do gênero plataforma, meio esquecido nos tempos atuais de shooters e RPGs.

SORTEIO – Para concorrer a Pernalonga e Taz: O Furacão do Tempo, entre no site Conexão Web e responda: você prefere se comunicar pela Internet através de correio eletrônico ou dos serviços de mensagens instantâneas?

Serviço

http://www2.uol.com.br/JC/conexaoweb

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Jornal do Commercio
Recife - 15.05.2001
Quarta-feira