Nove representantes de países árabes recomendaram a interrupção de qualquer contato com Israel até que cessem as ações contra os palestinos
CAIRO – Nove representantes de países árabes recomendaram anteontem interromper todos os contatos com Israel até que o Estado judeu cesse suas ações militares contra os palestinos, o anúncio foi realizado após uma reunião de emergência da Liga Árabe realizada na capital do Egito.
A declaração incita o corte de todas as comunicações políticas árabes na medida em que continue a agressão persistente contra o povo palestino e sua autoridade nacional. Os representantes dos países árabes também pediram uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU para discutir a grave situação dos territórios palestinos.
A reação política de Israel foi imediata. Um porta-voz do primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, disse que a decisão da Liga Árabe não solicitava à Yasser Arafat para parar a violência, mas dava ao líder palestino um prêmio por suas ações. “Esta não é uma decisão, é propaganda”, disse o porta-voz, Raanan Gissin. “Eles (os árabes) precisam de paz exatamente como nós. Com quem eles vão falar? Uns com os outros?”, questionou.
EUA – O ministro israelense de Defesa, Binyamin Ben Eliezer, conversou ontem por telefone com seu colega norte-americano, Donald Rumsfeld, para lhe informar sobre a situação no país após o atentado suicida cometido na sexta-feira em Netanya, ao norte de Tel-Aviv, informou um comunicado do ministério de Defesa israelense.
Ben Eliezer destacou que este atentado, que deixou seis mortos, entre eles o “kamikaze”, além de mais de 100 feridos, foi o décimo segundo desse tipo realizado recentemente, e afirmou que o presidente palestino, Yasser Arafat, é o responsável pelo terrorismo, segundo o texto do comunicado.