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O mentiroso Em Salvador, na festa de encerramento do Campeonato do Nordeste, cujo êxito foi absoluto, tive a oportunidade de reencontrar Dario Maravilha, Jacaré, Peito de Aço, Beija-Flor e sai por aí. Cconheci Dadá e suas bravatas , nos tempos dos jogos do Atlético Mineiro com o Náutico, pela antiga Taça Brasil, convivendo depois com ele no Campeonato Brasileiro (o Atlético de Dario foi o primeiro campeão) e pelo Flamengo. Depois, Dario aportou em Pernambuco, defendendo o Sport sua contratação, em 1975, foi uma verdadeira bomba, e o Leão terminou sendo campeão, após 12 anos de espera para, depois de peregrinar pelo Brasil afora, voltar ao futebol pernambucano para defender o Santa Cruz e posteriormente o Náutico. Onde chega, Dadá é uma festa. Agora na Bahia, era parado e idolatrado na porta ou na calçada do hotel, pois é muito querido lá, pelo fato de ter sido bicampeão pelo Bahia. Sua fanfarronice adapta-se muito bem à irreverência do pessoal da terra, tanto que foi convidado para entregar os troféus aos jogadores escolhidos para figurar na seleção do Nordestão. E como com Dadá em campo não há placar em branco, com ele em qualquer festa não falta história, todas com fundamento, apesar do estardalhaço com que são contadas. Uma dessas histórias passou-se em Garanhuns. O Bahia foi fazer um amistoso com o Sete de Setembro, que aniversariava. Era o Dia da Independência, ou seja, 7 de setembro. Feriado, desfile de escolares e militares, muita comemoração. Acontece que o pessoal do Sete, embora confiasse no poder de fogo de sua torcida, receava um fracasso financeiro, devido à cota do Bahia, que era um pouco alta. Um dirigente setembrino mostrou a Dario sua preocupação. O Beija-Flor se dispôs a dar uma de propagandista. Dadá não disse se levou alguns trocados por fora, mas o fato é que saiu em cima de um caminhão, som ligado, chamando o povo para o estádio, como fazem os palhaços dos circos mambembes. Hoje é o dia sete, dia da Pátria, aniversário do Sete de Setembro, e Dadá, o que pára no ar, como beija-flor, promete fazer sete gols no amistoso desta tarde. Todos ao estádio! Precisava-se de anúncio melhor? De jeito nenhum. E o marqueteiro Dario encheu o estádio do Sete, todo o mundo ansioso por ver os sete gols prometidos. Bola rolando, as oportunidades foram surgindo, e Dadá, tome lá. A cada gol, os aplausos, e a torcida pedindo mais. Dario esforçou-se ao extremo, mas só conseguiu fazer seis. O problema é que sete é a conta do mentiroso e ele não se mancou. Saiu de campo bem ao seu estilo, sob o coro de mentiroso, mentiroso. Epílogo eletrizante Há muito não se via um término de turno tão eletrizante como este. Os três grandes chegam à última rodada em condições de levar o troféu. O futebol pernambucano voltou a ocupar seu espaço, tanto que até programa de TV aos domingos, o que não acontecia havia uma eternidade, voltamos a ter trata-se do Domingão Esportivo, que vai ao ar às 22h30, na TV Universitária. O Jornal do Commercio, numa parceria com o Estúdio Matulão leia-se Quinteto Violado (foto) está lançando os CDs com músicas de Náutico, Santa Cruz e Sport, além de retransmissão de gols inesquecíveis, e grito das torcidas e pôsteres dos três times. A rivalidade bem conduzida é benéfica, salutar e esportiva. Nada a ver com aquela beligerância que tem levado torcedores, alguns tidos como gente fina, a jogar latas de cerveja uns nos outros. Nada a ver também com a atitude covarde de um grupo de marmanjos tricolores acossando uma fotógrafa no Arruda. Quanto às latinhas de cerveja ou refrigerante, é imperdoável as autoridades ainda permitirem a circulação de objetos contundentes pelas arquibancadas e cadeiras dos estádios Infelizmente, os torcedores pacíficos pagam o pato. Varejo 1 Não pude ir à festa realizada no centro de treinamento do Náutico, na Guabiraba. Soube que foi um festão, movido a muito calor humano. A equipe do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, da Universidade de Pernambuco, realizou uma partida de futebol contra um time de transplantados para comemorar o sucesso das cirurgias. Entre os ex-doentes, estava o ex-lateral-direito Gena (Náutico e Santa Cruz). Sofria de cirrose vírus C e estava praticamente condenado à morte, quando foi submetido a um transplante de fígado pela equipe médica do cirurgião Cláudio Lacerda e pela hepatologista Leila Pereira. Está tinindo. Placar do jogo transplantados x transplantadores: 3x3. Varejo 2 A partir de 1º de junho, o Santa Cruz terá um expediente único na parte administrativa, das 12 às 18h. É o racionamento ***** Esse horário de 15h15 não é novidade, mas creio que antes o sol era menos quente. A preliminar, entre aspirantes, começava às 13h30, e os times tinham jogadores que sobravam da equipe de cima ou saídos de contusão. Não havia substituições, e era a maneira de movimentar o excesso de contingente. ***** O Náutico se agita com a nova possibilidade de entrar na 1ª divisão nacional, apesar de ser a reboque do Remo. Vale a pena lutar, principalmente depois da brilhante campanha no Nordestão. |
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