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Valeu a pena? Final de governo melancólico esse do presidente FHC. No primeiro mandato segurou o Real e lutou destemidamente para assegurar a reeleição, porém no segundo fracassou. Lá se foram dois anos e cinco meses sem que se tenha obtido qualquer tipo de avanço nos campos social, político e econômico. Mais parece que o nosso país está caminhando para trás, feito caranguejo, pois até doenças que se supunha erradicadas começaram a voltar com força total. Caso de se perguntar a FHC: Valeu a pela, presidente, investir na reeleição, como o senhor investiu, para obter esses pífios resultados?. Congresso parado, denúncias de corrução por toda parte envolvendo pessoas graúdas da administração pública federal e, para fechar o fracasso com chave de ouro, o racionamento de energia depois que o candidato FHC, em seu próprio programa de governo, reconheceu a necessidade de se investir pesado nesse setor. Diante do fracasso do segundo governo, conclui-se: é pouco provável que o presidente da República faça o sucessor em 2002. Lula, Ciro e Itamar, juntos, ganhariam hoje no primeiro turno, se tivessem a capacidade de se unir em torno daquele que mais agregar. Contudo, mesmo que não se acertem no primeiro turno o povo forçará a unidade no segundo, quando se enfrentarão governo e oposição. Inserido no contexto Se o componente ética for determinante na eleição de 2002, Marco Maciel está eleito para uma das vagas no Senado. A conclusão é do deputado José Múcio (PFL), para quem o vice-presidente, em mais de 30 anos de vida pública, nunca se envolveu em maracutaias. Se o povo quiser um Congresso limpo, disse ele, tem uma ótima opção em nosso partido porque o vice-presidente é, hoje, sem nenhum favor, o político mais ético do Brasil. Descaso total José Arlindo (planejamento) rejeitou uma proposta de Israel Guerra (PSDB) para investir vultosos recursos do Estado no ex-perímetro irrigado de Poço da Cruz (Ibimirim). Aquilo ali é o maior retrato da irresponsabilidade do Dnocs. O que foi no passado o maior açude de Pernambuco encontra-se hoje seco e totalmente abandonado, disse ele. Hora inoportuna Antes de viajar ontem para Londres, o senador Roberto Freire (PPS) disse ao líder da oposição José Eduardo Dutra (PT-SE) que considera inoportuno, neste momento, tentar criar no âmbito do Senado a CPI da corrução. Enquanto não decidirmos o futuro político de ACM, qualquer CPI é extemporânea, disse o senador. A pressão do PFL é para se fazer o alianção O PFL só não perderá quadros até o dia 30/09 se alguém da cúpula garantir aos seus deputados que haverá um chapão em 2002 para as eleições proporcionais. Teriam vaga nesse chapão, além do PFL e PMDB, o PSDB e o PPB. Todo apoio à CPI para fiscalizar Paulo Santana A União dos Vereadores de Pernambuco, através do seu presidente João Batista Rodrigues, sem entrar no mérito das acusações contra o prefeito Paulo Santana (PT), apóia a CPI da Câmara para investigar o governo municipal. Recurso inócuo O que mais se discute hoje no Congresso: ACM ainda pode renunciar ou já está inelegível para 2002? Para o advogado Marcelo Cerqueira (RJ), que foi assessor de Fernando Lyra no Ministério da Justiça, a renúncia, hoje, não produziria nenhum efeito, salvo se o plenário decidir pela não perda do mandato. Eis o responsável Até que enfim apareceu um governista para responsabilizar Pedro Malan pela crise energética nacional: o deputado José Mendonça (PFL). Para ele, com a psicose de seguir à risca todas recomendações do FMI o ministro cortou investimentos em áreas estratégicas, não poupando sequer o setor elétrico. Vereadores do PFL e do PMDB perderam a paciência com Sílvio Costa (PSD) e vão tentar isolá-lo de todo jeito na Câmara Municipal do Recife. O comandante da operação é o peemedebista José Neves (PMDB). Ambos brigam para ver quem faz mais oposição ao governo de João Paulo (PT). Para o senador Carlos Wilson (PPS), FHC não é o único culpado pela falta de energia no país. Os seus pecados seriam dois: arrogância e imprevidência. Arrogância por não ter tido a humildade de ouvir as sugestões de renomados técnicos da oposição e, imprevidência, por ter deixado a situação chegar aonde chegou. O ex-vereador Sílvio Amorim (PFL), graduado assessor do ministro Paulo Renato (educação), decidiu entrar na discussão sobre o racionamento de energia. A sugestão dele é mais do que simplória: o governo tiraria do ar todos os canais de televisão. E diz por quê: Entre as TVs e o Brasil, eu estou ao lado do Brasil. Paciente e disciplinado, José Jorge (minas e energia) não se perturbou pelo fato de o presidente da República ter nomeado Pedro Parente (Casa Civil) para coordenar o programa nacional de racionamento de energia. Por ter um padrinho poderoso (Jorge Bornhausen), o ministro não tá nem aí para as especulações de que vai cair. |
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