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RELAÇÕES AMISTOSAS II
Parcerias entre Estado e PCR já ultrapassam os R$ 10 milhões

Além do convênio para saneamento nas áreas da Mangueira e Mustardinha, estimado em R$ 13,5 milhões, que serão divididos igualmente entre Estado e PCR, outros entendimentos estão em curso entre o Palácio das Princesas e o Palácio Capibaribe. Ambos se uniram em busca do Museu Guggenheim, estão tocando o Pró-Metrópole, para saneamento da bacia do rio Beberibe, fecharam convênio na área do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para a capacitação de artistas e deram seqüência à construção de casas populares, programa no qual o Estado investiu R$ 3 milhões. Só de recursos para parcerias com o Recife, a administração estadual já repassou mais de R$ 10 milhões.

Nos primeiros cinco meses do Governo Jarbas, tendo Roberto Magalhães à frente da PCR, só duas iniciativas foram feitas em conjunto. Nenhuma delas com liberação de verbas. A primeira, em março de 99, dava à Prefeitura mais poder de interferência no trânsito da cidade. A segunda, no mesmo mês, foi para acertar a viagem a Brasília em busca de recursos pela praça do Marco Zero. “Não há nenhum estresse entre nós. Todos são muito conscientes de que não devemos partidarizar nossas ações. Toda vez que houver algo bom para o Recife, o Estado não criará nenhuma dificuldade porque será bom pra Pernambuco”, reconhece Carlos Eduardo Cadoca, secretário estadual de Desenvolvimento Econômico e Turismo.

No período do Carnaval, a pasta dele foi pivô de um início de desentendimento entre Estado e PCR por causa de recursos. “Mas tudo foi ajustado rapidamente. Tenho grande e antiga amizade com Peixe (secretário de Cultura do Recife) e Romeu Batista (secretário de Turismo da PCR) é velho conhecido meu. Temos ido a feiras juntos e a secretária Tânia Bacelar (Planejamento da PCR), com quem já estive reunido, me passou até contatos com um grupo francês, com o qual estamos tendo entendimentos”, explica Cadoca.

“A gente pode até quebrar um pau grande. Mas não no campo administrativo. Quem quiser criar algum obstáculo está trabalhando contra o Estado e contra o município”. A mesma opinião de Cadoca tem Romeu Batista, que confirma uma “parceria perfeita” com a administração estadual. “Não tivemos qualquer dificuldade. Estamos caminhando paralelamente e vamos continuar sempre assim, de mãos dadas. Afinal, o Recife ainda é o maior destino de Pernambuco.”

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Jornal do Commercio
Recife - 20.05.2001
Domingo