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RELAÇÕES AMISTOSAS
III
Aliados de confiança dos reis fazem
a costura política entre as Cortes
Nas articulações que têm aproximado o Governo do Estado da Prefeitura do Recife, uns se entendem mais que outros. Na linha de frente para viabilizar os convênios em várias áreas administrativas, as duas Cortes têm figuras fundamentais. Pelo lado do Palácio das Princesas, trabalham Lúcia Pontes, chefe de gabinete do governador, José Arlindo, secretário de Desenvolvimento Social, Raul Henry, secretário de Educação e Cultura, e Humberto Vieira de Melo, da Justiça. Na PCR, a ponte fica a cargo de Lygia Falcão, chefe da assessoria especial do prefeito, Edla Soares, secretária de Educação, João Roberto Peixe, de Cultura, e Tânia Bacelar, de Planejamento.
“Nossa relação se dá em regime de colaboração. Estamos reassumindo compromissos e há respeito à autonomia de todas as ações vinculadas ao processo de melhoria da infra-estrutura e educação fundamental. Raul tem participado de debates conosco e não temos qualquer dificuldade com ele”, garante Edla, que também foi secretária de Educação de Jarbas, na época em que ele esteve à frente da PCR. A ponte com a Secretaria de Educação e Cultura do Estado é completada com a presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife, Sydia Maranhão, outra ex-integrante das administrações de Jarbas na PCR e no Estado.
“Com as pessoas com quem tenho conversado, a relação tem sido a melhor possível. Qualquer discussão de interesse dos dois governos tem comunicação rápida e sem ruído. Tudo tem sido muito bom”, reconhece Lygia Falcão, que mantém mais freqüentemente contatos com Lúcia Pontes. Na Saúde, Humberto Costa, que comanda a pasta no Recife, também assegura que não tem encontrado problema nas questões que precisa tratar com o Estado.
“Há uma parceria natural. Não há nenhum arranhão nessa relação. Tive reunião logo no início com o secretário Guilherme Robalinho (de Saúde do Estado) para tratarmos de troca de pessoal e tudo se deu na tranqüilidade. Temos tido uma relação boa e não acredito que vá haver problemas”, afirma Humberto. Outro que tem travado entendimentos com o Estado é Danilo Cabral, secretário de Desenvolvimento Institucional e Recursos Humanos da PCR.
“Minha relação com o secretário estadual de Administração, Maurício Romão, é bastante positiva. A receptividade é sempre muito boa. Mesmo nessa negociação da dívida de R$ 30 milhões, que o antigo Ipsep, hoje IDH, cobra da Prefeitura, estamos nos entendendo. O secretário tem até nos ajudado, com a experiência que possui, nesse censo que estamos fazendo com nossos servidores”, explica.
“Mas não misturamos administrativo com político. E nem esquecemos que o Governo Jarbas é aliado ao que há de mais atrasado nesse Estado e representa o Governo Fernando Henrique em Pernambuco. Isso, no entanto, é outra coisa e nós da Prefeitura não vamos misturar.”
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Jornal do Commercio
Recife - 20.05.2001 Domingo
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