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RELAÇÕES AMISTOSAS V
Até Emlurb e Compesa estão se entendendo

Não importava quem estivesse à frente da Prefeitura do Recife ou do Governo do Estado. Com adversários ou aliados no comando das duas administrações, Compesa, a empresa de saneamento e abastecimento de Pernambuco, e Emlurb, a empresa de manutenção e limpeza urbana da Capital, sempre trabalharam em um pesado clima de rivalidade. Os 4,5 quilômetros de tubulações que correm embaixo da cidade, as redes de drenagem e esgotos, a quebra e a não reparação do asfalto danificado foram motivo de muitas brigas entre as duas.

Em 96, ainda prefeito do Recife, Jarbas levou a Emlurb, presidida na época por Edrise Aires, hoje na CPRH, a firmar um pacto de não agressão com a Compesa. Em pleno Governo Arraes, as duas tentaram chegar a um acordo, estabelecendo que, para serviços emergenciais, caberia à Emlurb reparar a via danificada. Em operações programadas, a responsabilidade de recompor o asfalto ficaria com a Compesa. Mas o convênio não foi suficiente e as brigas continuaram.

No ano passado, durante a gestão de Roberto Magalhães, de quem Jarbas, já no comando do Estado, era aliado, as confusões foram levadas a público. Em um telejornal local, chamados para falar sobre o problema, diretores das duas empresas trocaram insultos e fizeram acusações mútuas. Mas, hoje, as diferenças, pelo menos por enquanto, desapareceram. Algumas reuniões entre os técnicos das duas parecem ter suspendido a troca de farpas.

“Temos problemas em comum e temos que resolvê-los. Se a gente ficar brigando, não chegamos à solução. Estamos mantendo conversas muito boas, trocamos nossos números de celular para acionar um ao outro sempre em casos de problema e, até agora, conseguimos gerenciar todos os conflitos”, assegura Francisco Lyra, presidente da Emlurb.

“Vamos aprofundar as parcerias e tentar achar solução principalmente para o sistema de drenagem da cidade, que, hoje, ainda recebe muito esgoto lançado pela população e pela Compesa.” Para o presidente da companhia estadual, Gustavo Sampaio, o relacionamento entre as duas empresas está caminhando de forma mais harmônica. “Pouco a pouco, estamos melhorando. O relacionamento é bom e creio que não vai ser mudado. Nossos técnicos estão se dando bem e eu não acredito que haja aqui rebatimento político.”

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Jornal do Commercio
Recife - 20.05.2001
Domingo