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RUMO A 2002 II
Para Mendonça, o culpado é Malan, que se dobrou ao FMI

Embora reconheça que o Governo FHC enfrenta uma situação “muito difícil” em conseqüência da crise energética que, inevitavelmente, implicará em um "grande desgaste político”, o deputado José Mendonça (PFL) livra o presidente da responsabilidade. “O grande culpado dessa crise é o ministro Pedro Malan (Fazenda) que deixou a situação chegar onde chegou fechando o caixa, negando-se a investir”, acusa. E completa: “Se Malan tivesse tido mais sensibilidade, ao invés de seguir as regras do FMI, em detrimento do País, certamente o presidente Fernando Henrique não estaria enfrentando uma crise dessas proporções”.

Já o líder do PFL na Câmara, Inocêncio Oliveira, acha que é muito cedo para fazer qualquer previsão política em conseqüência da crise energética. Ele acha, inclusive, que o Governo pode dar a volta por cima, bastando para isso inteligência nas ações. “É preciso adotar um programa de racionamento o menos traumático possível e retomar os investimentos no setor energético", sugere. Otimista, o líder até consegue identificar pontos positivos com a situação: o adiamento, por tempo indeterminado, do leilão da Cesp-Paraná e a decisão do Governo de não mais privatizar Furnas. Pelo menos enquanto durar a crise.

Também aliado de FHC, o deputado Pedro Corrêa (PPB) vê a crise como “um verdadeiro desastre para o Governo”. Na sua opinião, dificilmente o Governo terá condições de reverter a impopularidade do presidente FHC - que no final das contas será o mais atingido. “A revolta da população será bem maior do que com a Operação-Abafa CPI, as denúncias de corrução ou violação do painel do Senado. O racionamento afetará diretamente a vida e o bolso do cidadão, que é quem pagará, em última análise, pelo erro do Planalto”, analisa.

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Jornal do Commercio
Recife - 20.05.2001
Domingo