CURITIBA – Duas mulheres de policiais militares se feriram ontem, no início da tarde, em frente ao 12º Batalhão da Polícia Militar, no Bairro Santa Quitéria, em Curitiba. Elas acusam o major Esaú Borges de Sampaio, comandante do 12º BPM, de ter agarrado pelo braço e jogado no chão Izabel Neves e Vânia Zanella. Logo depois Romildes de Souza também teria sido agredida e, nervosa, acabou desmaiando. A PM nega ter havido confronto.
Até o fim da tarde, Romildes continuava no Hospital Militar, onde passaria por exames. Izabel bateu a cabeça, foi atendida no Hospital do Trabalhador e liberada. As mulheres programaram para a meia-noite uma reunião em que decidem os próximos passos do movimento, principalmente o fechamento de batalhões em todo o Estado. Elas reivindicam a extensão a todos os policiais da gratificação PM Especial, o que daria um reajuste de 38%.
Algumas mulheres foram pela manhã ao 12º BPM para protestar contra a prisão de quatro policiais, feita ontem. Elas alegam que eles estão sendo punidos por terem participado do movimento grevista de maio. Apesar de dizer que não tinham intenção de impedir a entrada e saída de policiais, chegaram a fazer uma barricada com pedras e tijolos em uma das entradas.
Por volta de meio-dia teria acontecido a confusão com o major. Romildes recebeu calmantes no Hospital Militar. Os médicos esperavam passar o efeito do medicamento para fazer os exames.
O tenente-coronel Neuri Pires de Oliveira, chefe da Comunicação Social da PM, disse que não houve confronto, mas um bate-boca entre as manifestantes e policiais que sairiam para o serviço.