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FESTIVAL DE INVERNO A maior farra da Praça Guadalajara
Devotos, Nação Zumbi, Mundo Livre e Otto fizeram a galera pular e suar na melhor noite do XI FIG, mostrando a maturidade da Geração Mangue por SCHNEIDER
CARPEGGIANI GARANHUNS Se não fosse pelo frio de Garanhuns e a garoa constante, cada membro da platéia extasiada que foi à Praça Guadalajara, na última quinta, teria deixado por lá, pelo menos, um balde de suor no final da noite. Literalmente, o FIG pulou. E não era para menos: Devotos, Nação, Otto e Mundo Livre, em um mesmo dia, nem é pouco e nem sempre acontece. Canibal até que reclamou da qualidade do som e tal, mas não teve microfonia que atrapalhasse o efeito pogo que o Devotos causa no povo - parecia até que as interferências faziam parte do show. Foi um festival de camisas pretas em folia, berrando em transe o refrão do hino urbano: punkrockhardcore sabe onde é que faz... Em seu primeiro show no Brasil após a turnê pela Europa, a Nação Zumbi deixou todo mundo perplexo ao mandar, logo de cara, uma Manguetown com tambores mais fortes e vocal para o lento, perfeitamente descompassado, todo sublime. Foi só o início de uma irrepreensível apresentação, cheia de climas e com o material do Rádio S.Amb.A. batendo tão forte quanto as canções antigas. E Lúcio Maia, vale ressaltar, estava mais guitar hero do que nunca. Quem acha que já viu tudo o que a NZ pode fazer no palco, deve repensar suas idéias com urgência. Prestes a lançar seu segundo CD de material inédito, o Otto de palco estava perfeito: seguro, vocal cheio de técnica e postura que foi do cool ao bicho-que-pula que todo mundo conhece. Sem dúvida, nosso melhor produto de exportação. As canções novas, Dias de Janeiro e Cuba, vão do ambient, new bossa ao sambinha, sem problemas - e grudam, grudam no ouvido na hora. Já a Mundo Livre S/A trouxe um Fred 04 punk, punk, mandando um grande f* para tudo, de crise da Argentina à Ordem dos Músicos. No final da apresentação, convocação geral ao palco: Nação, Tiger (Faces) e Otto (saudado por Fred como o filho mais ilustre de beautiful garden, ou seja, Belo Jardim), todos cantando Livre iniciativa. Um colírio para os ouvidos e os pés. Como nem tudo é perfeito, quem queria bombar com Mau Mau na Tenda Eletrônica, após os shows na Guadalajara, se deu mal. O cara antecipou seu set para pegar um vôo às 8 da manhã, tocou para poucos, pegou o cachê e se mandou. Uó. Ficou difícil se jogar com a performance do Digital Groove. Que batidas lentas eram aquelas? Alguns mais empolgados acabaram dançando de rostinho colado - a única saída. |
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