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GREVE II
SDS apóia medidas para coibir as paralisações

Se o Governo Federal decidir realizar mudanças constitucionais para coibir as sucessivas greves das polícias militares pelo País, terá total apoio do comando da polícia pernambucana. Ontem, o secretário-adjunto de Defesa Social, Renato Silva, afirmou que as possíveis alterações “são necessárias e já virão tarde demais”. A simpatia do comando da Secretaria de Defesa Social com a proposta do Governo Federal é tanta que já estão sendo passadas para o papel algumas sugestões de mecanismos que imponham limites aos PMs e também aos policiais civis quando estes decidirem parar suas atividades em Pernambuco.

Essas sugestões serão entregues ao governador Jarbas Vasconcelos, que já se mostrou receptivo ao convite de integrar uma articulação nacional de governadores para discutir uma saída para o movimento grevista das polícias militares no Brasil. “A Constituição Federal, no seu artigo 142, proíbe os militares de se sindicalizarem e realizarem greve. Quando o policial militar, assim como o policial civil param de trabalhar, eles não prejudicam o Estado, mas a população ”, argumenta.

Segundo Renato Silva, a SDS entende que é preciso encontrar mecanismos que garantam ao policial o direito de fazer suas reivindicações, mas sem que isso prejudique a segurança da população. “Nós vamos considerar esse aspecto no projeto que será apresentado ao governador.Agora, não é possível que aconteça o que se viu em Salvador.”

A Associação de Cabos e Soldados da PM repudiou a intenção da SDS de coibir as greves com medidas repressoras. Na avaliação do diretor de imprensa da associação, Moisés Filho, nada do que os governos fizerem terá respaldo se não for amplamente discutido com as bases. “Por mais que eles não queiram, as PMs cresceram muito. Não adianta fazer uso da repressão porque as bases terminam por radicalizar”, avisa.

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Jornal do Commercio
Recife - 21.07.2001
Sábado