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SEGURANÇA
Vigilantes exigem na rua reblindagem de veículos

O prazo para a reblindagem foi prorrogado por mais cinco anos. Os vigilantes entendem que a providência os expõe ainda mais aos assaltantes que usam armas modernas e potentes

Dezenas de vigilantes realizaram ontem um ato público na Praça do Carmo, centro do Recife, em protesto contra a prorrogação do prazo de reblindagem de carros-fortes, por mais cinco anos. A decisão foi do Ministério da Justiça, baseado na portaria da Polícia Federal, publicada em abril. Pernambuco foi o segundo Estado a realizar a mobilização, que teve início em Fortaleza, no mês passado. Este ano, cinco vigilantes foram assassinados em assaltos no Estado.

Um carro de som chamava a atenção dos pedestres que passavam pelo local para assistirem à dramatização dos seis atores do Sindicato. Eles simularam o perigo diário que os vigilantes de carros-fortes têm enfrentado pela falta de estrutura do veículo. Segundo o presidente do órgão, Cassiano Souza, os veículos possuem a mesma blindagem há 20 anos. “Os carros foram fabricados na época em que os bandidos assaltavam com revólveres e pistolas. Hoje em dia, eles utilizam fuzis e bazucas”, ressalta.

Cassiano explicou que em 1995, o então ministro da Justiça, Nelson Jobim, resolveu obrigar as empresas a reblindar os veículos em cinco anos. “A Polícia Federal não fiscalizou e agora publicaram uma portaria pedindo prorrogação”, reclamou. Ele acrescentou que os carros precisam ser reblindados totalmente. “A principal parte é o capô, pois os assaltantes têm atirado contra o motor, parando o veículo.” Cassiano disse que apenas o caixote onde ficam os funcionários foi reblindado.

O diretor da Confederação Nacional dos Vigilantes, Chico Vigilante, ressaltou o prejuízo para o País provocado pelos assaltos. “O Instituto de Resseguro do Brasil tem que cobrir todos os assaltos que acontecem. Muitas vezes os bandidos nem levam a quantia que os empresários dizem que foi roubada e, mesmo assim, o instituto ressarce o valor simbólico”, apontou.

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Jornal do Commercio
Recife - 21.07.2001
Sábado