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RACIONAMENTO
Térmica amplia geração em 30%

A partir de 2003, a Termopernambuco disponibilizará para a Celpe 30% da energia elétrica consumida no Estado

A Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) já tem garantido, a partir de 2003, o fornecimento de 30% do total da energia elétrica consumida no Estado graças à implantação da usina Termopernambuco. A planta terá capacidade de gerar 520 megawatts (MW), mas a Celpe só pode, legalmente, contratar 390 MW pois existe um limite de 30% na compra de energia entre as empresas do mesmo grupo. O restante será vendido para a Companhia de Eletricidade da Bahia (Coelba) também pertencente ao grupo Guaraniana – controladores da Celpe e da Termopernambuco.

Ontem, foram os representantes da Termopernambuco assinaram os contratos de compra de gás natural com a Companhia Pernambucana de Gás (Copergás); de arrendamento do terreno, onde será implantado, com o Complexo Industrial e Portuário de Suape; e de início das obras com o consórcio formado pela Odebrecht, Promon e Inepar. Com isso, a usina sai, efetivamente, do papel e tem suas obras iniciadas.

Nos próximos meses, o trabalho será destinado à preparação do terreno para que a parte física comece a ser implantada. A intenção do Guaraniana é de antecipar, em dois meses, o início das operações – previsto para acontecer em outubro de 2003. Nessa fase de construção, a usina vai gerar 800 empregos diretos. O investimento no projeto é de US$ 430 milhões. Quando começar a operar, a Termopernambuco vai gerar 50 empregos diretos.

A usina vai utilizar 2,2 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural. Será composta por duas turbinas a gás e uma a vapor. Todo o equipamento será fornecido pela General Eletric e as turbinas deverão chegar a Pernambuco no início de 2003. “A Termopernambuco será a maior usina térmica do Nordeste brasileiro”, garantiu o presidente do Guaraniana, Gilson Veloso Prado. Do total do investimento, 30% virá do próprio grupo e de suas empresas (como Celpe e Coelba). O restante será obtido via financiamento de bancos como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e outro banco privado.

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Jornal do Commercio
Recife - 21.07.2001
Sábado