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CRISE ARGENTINA
Governo recua para aprovar o ajuste

BUENOS AIRES – O ajuste fiscal argentino, baixado na semana passada por decreto-lei, aguardava aprovação do Congresso, na noite de ontem, para transformar-se em lei. Negociações do presidente Fernando de la Rúa e do ministro da Economia, Domingo Cavallo, com os parlamentares do bloco de apoio vararam a madrugada de ontem e terminaram em recuo do Governo sobre a base de corte nos salários do funcionalismo público e nas aposentadorias.

“O importante é a meta de déficit zero, e não como ele vai ser operacionalizado”, disse uma fonte do mercado. Ontem, o índice Merval, que mede os negócios na Bolsa de Valores de Buenos Aires, apresentou alta de 4,48%, e a taxa de risco-país, que estava em 1.593 pontos-base na quinta-feira, caiu para 1.480 pontos.

A taxa over também recuou em relação ao dia anterior, quando o mercado operou com nervosismo por causa da greve geral. Segundo o Banco Central argentino, a taxa over em pesos ficou ontem em 16% para compra e 20% na venda, ante os 20%/27% da quinta-feira.

PRESIDENTE – O presidente argentino Fernando de la Rúa, 64 anos, fez na manhã de ontem um check-up médico de rotina no Instituto Cardiovascular Buenos Aires, depois da angioplastia a qual se submeteu em junho passado. De la Rúa entrou na clínica um pouco antes das 9h para realizar um exame que permite determinar se o coração está bem irrigado.

“Estou bem, obrigado”, limitou-se a assinalar o presidente argentino aos jornalistas que o aguardavam na entrada da instituição.

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Jornal do Commercio
Recife - 21.07.2001
Sábado