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TELEFONIA Sucessão de Manoel Horácio na Telemar está indefinida
RIO – A sucessão de Manoel Horácio na presidência da Telemar, maior operadora de telefonia fixa do País, ainda não foi decidida. A companhia informou ontem que o vice-presidente de Operações da Telemar, José Fernandes Pauletti, vai assumir interinamente a presidência. Manoel Horácio foi demitido anteontem pelos acionistas. A decisão não foi unânime e, segundo fontes, a Andrade Guitierrez teria sido contra a saída do executivo, que estava à frente do processo de reestruturação da companhia.
A Previ, também sócia da Telemar e que atualmente está sem representante no conselho da empresa por também participar da Brasil Telecom, não foi comunicada da decisão na noite de anteontem. Fontes na fundação comentam que a demissão foi uma surpresa, pois o fundo estaria satisfeito com o trabalho de Manoel Horácio.
Em nota divulgada anteontem, os acionistas da Telemar explicaram a saída de Manoel Horácio como um reflexo das mudanças de perfil de atuação que acontecerão na companhia a partir de 2002. A nota, assinada por todos os acionistas e pelo próprio executivo, informa que Manoel Horácio pediu para que seu desligamento da operadora fosse feito antecipadamente (seu contrato ia até fevereiro de 2002).
VERSÃO OFICIAL – A versão oficial causou desconfiança no mercado financeiro, que enxergava no executivo o homem que conseguiu transformar a Telemar na menina dos olhos dos investidores e nos principais papéis negociados na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).
Fontes lembram que em um evento na semana passada Manoel Horácio afirmou que estaria à frente da empresa por muito tempo.
Comenta-se que o executivo teria sido sondado para ocupar a presidência da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) e optou por ficar na Telemar para dar continuidade ao processo de reestruturação da companhia. Manoel Horácio entrou na Telemar em 1999, depois de passar por empresas como a própria Vale, a Companhia Siderúrgica Nacional e a Sharp.
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