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RACIONAMENTO II Termopernambuco não tem garantia de obter gás subsidiado O contrato assinado ontem entre a Termopernambuco e a Copergás leva em conta o preço estipulado na portaria interministerial que determina quais são as usinas ligadas ao Programa Prioritário de Termeletricidade (PPT) do Governo Federal. Essas usinas pagarão um preço diferenciado pelo gás natural. No entanto, a Termopernambuco não está, oficialmente, incluída no PPT. Segundo explicou o presidente do Guaraniana, Gilson Veloso Prado, a portaria determina que, fazem parte dos programa, as termelétricas que irão entrar em operação até junho de 2003. Como a Termopernambuco só começará a funcionar em outubro do mesmo ano, estaria fora dos benefícios concedidos pelo PPT. Estamos assinando um cheque em branco, afirmou Prado, explicando que já ficou acertado com o ministro de Minas e Energia, José Jorge, e com o presidente da Câmara de Gestão da Crise de Energia (GCE), Pedro Parente, que a portaria será modificada para contemplar a Termopernambuco. Isso garantiria que a usina venha a pagar um preço diferenciado e, conseqüentemente, reduzir o impacto do combustível na tarifa de energia, pois o maior custo na produção de energia térmica é o gás natural. Somente o contrato assinado ontem refere-se ao pagamento de US$ 1,42 bilhão em um prazo de 20 anos. Há cerca de três semanas, o presidente Fernando Henrique Cardoso anunciou a implantação de 15 usinas térmicas que iriam acrescentar 21 mil megawatts (MW) ao atual parque energético nacional. Entre as usinas divulgadas por FHC estaria a Termopernambuco. Essa não foi a única derrapada do Governo Federal em relação a esse anúncio. Dias antes, o vice-presidente Marco Maciel informou que a conversão da usina termelétrica do Bongi, ligada à Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), de óleo diesel para gás natural também estaria incluída no plano de investimentos. No entanto, o projeto ficou de fora do anúncio. O Grupo Guaraniana vai implantar, na Bahia e em Pernambuco, dez centrais de geração termelétrica a óleo diesel descentralizadas, cada uma com capacidade de 5 megawatts (MW). As centrais serão ligadas à subestações já existentes e pertencentes às distribuidoras de energia dos dois Estados (Coelba e Celpe) ambas controladas pelo Guaraniana. Segundo o presidente do Grupo, Gilson Veloso Prado, essas centrais deverão entrar em operação dentro de dois meses. Em Pernambuco, elas deverão ser implantadas tanto na Região Metropolitana do Recife quanto no interior.
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