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RACIONAMENTO IV
Custo do racionamento pode ser pago pelo consumidor

A Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica (GCE) vai resolver a situação das distribuidoras que estão bancando parte do pagamento do bônus para os consumidores na faixa dos 100 quilowatts hora (kWh) que economizaram energia. Segundo o presidente da Celpe, Fernando Arronte, ainda não existem informações sobre como a situação será equacionada.

No caso da Celpe, a empresa já está com um déficit de R$ 478 mil em suas contas, uma vez que o total de sobretaxas arrecadadas chegou a R$ 513 mil, enquanto o pagamento do bônus de R$ 2 para cada R$ 1 economizado ficou em R$ 991 mil. Inicialmente, essa verba está sendo paga com dinheiro da própria empresa. No entanto, é claro que a empresa, como é privada, não deixará essa conta por isso mesmo.

Arronte explicou que além dos gastos com pagamento de parte do bônus, a Celpe ainda está tendo despesas com o custeio do programa de racionamento, que inclui as mudanças no sistema de faturamento (para incluir metas e verificar se houve cumprimento das cotas), o envio das cartas com as metas para os consumidores, aumento do call center, entre outras.

O presidente não descartou que essa conta acabe sendo paga pelo consumidor. Segundo ele, ainda não existe perspectiva de que a Celpe venha a solicitar da Aneel a concessão de um reajuste excepcional. Com isso, a GCE terá até abril para estabelecer uma regra sobre o pagamento da conta do racionamento.

Arronte frisou que os percentuais concedidos pela Aneel levam em conta outras variáveis com peso ainda maior. Em 2000, por exemplo, do aumento de 14,8%, apenas 4,5% eram relativos aos serviços ligados à distribuição. O restante foi conseqüência da incidência do Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) acumulado do ano e o aumento das tarifas da Chesf.

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Jornal do Commercio
Recife - 21.07.2001
Sábado