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O frio mais quente do ano

por CAROL ALMEIDA

Em terra de sol, não há melhor pretexto que um festival de inverno. Pretexto para comer fondue no lugar da agulha frita, tomar vinho em vez de cerveja, vestir gorro quando se usaria chapéu de palha. Pode até soar clichê, mas, para quem passa o ano pingando de suor, sentir o vento frio no rosto chega a ser tão reconfortante quanto poder ligar o ar-condicionado em tempos de crise de energia. E a oportunidade de jogar o cachecol de lado não poderia ter uma ‘desculpa’ melhor que este fim de semana, quando se apresentam grandes nomes da música nacional na cidade de Garanhuns, a 842 metros acima do nível do mar e apenas alguns agasalhos de distância do Recife (235 quilômetros, mais precisamente).

A 11ª edição do Festival de Inverno de Garanhuns se encerra amanhã e deve chamar para suas praças e parques de 40 a 50 mil pessoas, quase todas em busca dos artigos mais raros no Nordeste brasileiro: o frio e seus adereços. Afinal de contas, não existe nada mais ‘matuto’ e inevitavelmente entusiasmante que tomar chocolate quente tentando depois fazer fumacinha com a boca. Portanto, é hora de tirar o moleton do armário (só não vale estampa da Disney) e partir para o fim de semana mais quente do festival mais frio do Estado. Eis então algumas sugestões para quem vai pegar estrada rumo à ‘Cidade das Flores’, hoje ou amanhã.

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Jornal do Commercio
Recife - 20.07.2001
Sexta-feira