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TELEFONIA MÓVEL
BCP inicia testes de tecnologia 2,5g

Novos padrões GSM/GPRS e CDMA/1XRTT estão sendo testados pela operadora de celular para overlay (superposição) do atual TDMA

por MELISSA DE ANDRADE*
Enviada especial

SÃO PAULO – A BCP Telecomunicações deu início aos testes das tecnologias de 2,5G, que são um avanço ao padrão utilizado atualmente pela operadora, o TDMA. A primeira avaliação é do sistema GSM/GPRS, feita em parceria com a fabricante de celulares Ericsson. Depois, será a vez do padrão CDMA/1XRTT.

Recife é uma das praças de maior destaque no Nordeste para a utilização do novo sistema, ao lado de Fortaleza e Natal, segundo o vice-presidente de tecnologia da BCP, Carlos Boschetti. O Porto Digital e o Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar) estão entre as instituições cotadas para abrigar uma central de desenvolvimento da tecnologia na Região.

A GSM é considerada atraente pelo conceito de SIM card, um chip com as informações do usuário. Caso seja necessária a troca de aparelho celular numa viagem internacional, por exemplo, basta colocar o chip no novo equipamento que todos os dados estarão salvos. Outra vantagem é o roaming internacional facilitado, já que mais de 170 operadoras de telefonia móvel em todo o mundo utilizam GSM.

O protótipo que está sendo utilizado é o R-520, um aparelho que se comunica através de infravermelho com o notebook ou o computador de mão para acesso à Internet, sem a necessidade de fios.

A velocidade média atingida é de 50 Kbps, com picos de 144 Kbps, e o equipamento fica conectado permanentemente. Isso significa que o sistema de tarifação mudaria, passando da contagem dos minutos para pacotes de transferência de dados.

O trial começou no início do mês e deve durar cinco semanas. Até o mês de setembro, o padrão CDMA/1XRTT entra em avaliação. De acordo com Carlos Boschetti, não há nenhuma preferência prévia: a definição sobre a nova tecnologia só deverá ocorrer no primeiro semestre de 2002.

Dos 2,6 milhões de usuários que a BCP mantém na Grande São Paulo e em seis Estados nordestinos – Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí –, a operadora pretende implantar a nova tecnologia apenas nos mercados que tiverem demanda, Recife entre eles.

O investimento na implantação chegaria a R$ 200 milhões no Nordeste e R$ 300 milhões a R$ 500 milhões em São Paulo. A base mínima de clientes para compensar o valor aplicado é de 200 mil assinantes em cada área.

*Viajou a convite da BCP

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Jornal do Commercio
Recife - 18.07.2001
Quarta-feira