Programa de gerenciamento desenvolvido por empresa pernambucana chega à versão Millenium, podendo ser controlado remotamente pela Internet
por BRUNA CABRAL
bruna@jc.com.br
Tino gerencial, bom relacionamento com fornecedores e parceiros, intimidade com a Internet, domínio de processos gerenciais, financeiros e fiscais, além de um poder de organização de fazer inveja a qualquer maníaco por arrumação. Não, você não está lendo o caderno errado. O dono desse ‘currículo’ é o software de gestão empresarial DS – R Millenium, desenvolvido pela pernambucana Dominnus.
O programa traz uma vantagem e tanto para os usuários: pode ser totalmente controlado pela Web. De qualquer lugar do mundo, o sistema pode ser acessado e ter seus dados controlados. Tudo isso devido ao uso da tecnologia DSNet, que cria uma espécie de rede virtual entre usuários do DS – e não-usuários –, através da qual é possível efetuar compras, vendas e cotação de preços.
Se devidamente programado, o software emite automaticamente o pedido de compra aos fornecedores da empresa, quando o sistema registrar baixa no estoque. Ao receber as respostas, organiza as propostas de preço. “O sistema pode até ser programado para efetuar compras, a partir de critérios pré-definidos”, diz o gerente comercial da Dominnus, Emerson Braga Júnior.
Essa não é a única relação entre o DS – R Millenium e a Web. O software foi todo desenhado à semelhança das páginas de Internet, usando links e até os botões voltar e avançar.
Mas o programa nunca será visto da mesma maneira por grupos diferentes. O DS é adepto da componentização. Em vez de um conjunto de funções e recursos indivisível e inalterável, o software é dividido em micropartes e pode ganhar extensões.
Nem a companhia de hardwares de má qualidade é capaz de desencaminhar o DS. A tecnologia de acesso a dados é a multicamada, ou seja, separa o processamento da parte lógica e o da interface do sistema. “O resultado é um sistema mais leve, que não exige tanta robustez”, explica o gerente de tecnologia da Dominnus, Kleber Maia. Segundo ele, o melhor é utilizar várias estações de trabalho conectadas a um servidor de aplicação. “Assim, o processamento fica todo por conta dessa máquina e só ela precisa ser robusta.” O servidor é que se comunica com o banco de dados e não as estações de trabalho. Assim, até 50 pessoas podem usar um único canal, ou licença. “A economia no fim do mês é enorme. Cada licença da Oracle, por exemplo, custa US$ 160”, diz Maia.
A segurança é outro ponto forte. Cada usuário tem sua área de atuação definida no cadastro. “Existem até 64 opções de segurança, como licença para alterar relatórios de um determinado módulo, mas não de outros, ou para autorizar compras, etc”, afirma Emerson Braga. Outro recurso de segurança é a monitoração. “O sistema avisa quem fez o que e a que horas, mesmo que seja uma simples impressão.”
O software é compatível com Windows e utiliza banco de dados Interbase, Oracle, SQL Server ou IBM DB2. A comunicação entre usuários ‘logados’ é garantida por um gerenciador de mensagens instantâneas chamado DS Communicator. Uma nova versão do DS, que terá maior integração com a Web, ficará pronta em outubro.
Serviço
www.dominnus.com.br