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CONGRESSO III
Oposição promete briga sem trégua contra Jáder

Líderes do bloco de oposição se reúnem na próxima quarta-feira para reforçar o pedido de abertura de processo no Conselho de Ética e cobrar explicações do Banco Central sobre o caso Banpará

BRASÍLIA - Os partidos de oposição não vão dar trégua ao presidente licenciado do Senado, Jáder Barbalho (PMDB-PA). A estratégia é continuar pressionando para que as investigações no Conselho de Ética não sejam paralisadas com o afastamento de Jáder do comando do Senado. Na reunião de líderes marcada para a próxima quarta, eles vão reforçar o pedido para que seja aberto um processo contra o peemedebista no Conselho de Ética e pressionar para que seja aprovado o envio do processo do Banpará que está na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

Pretendem também forçar para que seja aprovado o requerimento de convocação do presidente do Banco Central, Armínio Fraga, do ex-presidente Francisco Gros e do auditor Abraão Patruni Júnior, para explicar porque existem dois relatórios do BC sobre o caso com conclusões diferentes. O processo do caso Banpará, que inclui os relatórios do Banco Central sobre o episódio, está na CCJ desde março. Existem duas maneiras para que ele seja remetido ao Conselho de Ética - através de um requerimento do próprio Conselho ou por votação no plenário. “É um elemento jurídico forte e só com ele poderemos discutir um eventual processo de cassação do senador Jáder”, declarou a senadora Heloísa Helena (PT-AL).

Quanto ao depoimento de Fraga, Gros e Patruni, ele pode acontecer tanto no Conselho de Ética quanto na Comissão de Fiscalização e Controle, caso o Conselho não abra processo contra Jáder. Por garantia, a oposição fez dois requerimentos. “Precisamos saber a que preço foi omitida, no relatório de 92, a participação de Jáder nos desvios quando os indícios já apontavam o envolvimento”, disse Heloísa Helena.

A opinião unânime é de que o pedido de licença de Jáder facilita o andamento do processo contra ele. A aprovação da licença para o Supremo Tribunal Federal processá-lo é outro trunfo contra Jáder e conta com o apoio de todos os partidos, tendo feito parte, inclusive, do suposto acordo para que o peemedebista se afastasse do cargo.

O PMDB teve uma participação crucial nessa fritura. Para o partido, a renúncia seria o ideal, pois se livraria de Jáder e indicaria outro nome para a presidência do Senado. Mas alguns peemedebistas avaliam que esse desfecho - renúncia e nova eleição - é inevitável e pretendem abrir, em menos de um mês, as conversas para a sucessão no Senado.

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Jornal do Commercio
Recife - 21.07.2001
Sábado