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RUMO A 2002 II
Oposição vê com desconfiança os acenos ao palanque de Ciro

Os partidos de oposição a Jarbas Vasconcelos (PMDB) ainda não digeriram os acenos do governador à candidatura de Ciro Gomes (PPS). A possibilidade dele subir no palanque do pós-comunista já provocou, entretanto, uma série de interpretações. Além de não enxergarem o alinhamento político de Jarbas com as esquerdas, os caciques do bloco rotularam os galanteios feitos ao presidenciável como um “subterfúgio para engessar o PPS”. Na ótica da oposição, a intenção do governador seria ensaiar a sua entrada no PPS, provocando seu isolamento.

Humberto Costa (PT) - virtual candidato ao Governo do Estado - afirmou que o discurso amigável do governador não interfere nos planos da oposição, por não ter “consistência”, uma vez que Jarbas não estaria disposto a perder o papel de pilar da Aliança PMDB/PSDB/PFL. “O que Jarbas fizer ou deixar de fazer não nos diz respeito. Mesmo assim, acho que esse apoio é falso. Primeiro, porque a aliança implodiria sem ele e segundo porque acredito que o objetivo é deixar o PPS esperando uma filiação para só depois tomar um posição quanto à disputa do ano que vem”, avaliou Humberto.

Seguindo a mesma linha de raciocínio, o deputado federal Eduardo Campos (PSB) comentou ontem – ao participar de um encontro regional do partido, em São José do Egito – que a imagem de Jarbas está atrelada à Aliança, à sua tentativa de reeleição e, principalmente, ao presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Esses fatores, completou o deputado, tornariam “inconveniente” uma tentativa de entrosamento com a oposição. “Essa é uma questão que diz respeito ao PPS, já que esse foi o partido escolhido, pela situação, para ser alvo de um processo de engessamento. Mas acho impossível uma aproximação porque Jarbas é altamente comprometido com o Governo Federal e com a sua reeleição.”

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Jornal do Commercio
Recife - 21.07.2001
Sábado