O ex-prefeito do Recife, Roberto Magalhães (PFL), descartou ontem a possibilidade de integrar a chapa majoritária da aliança (PMDB/PFL/PSDB) em 2002. O nome do pefelista passou a ser cogitado porque Jarbas Vasconcelos (PMDB) tem se mostrado desmotivado a disputar a reeleição e estaria considerando a idéia de concorrer ao Senado. Magalhães foi citado por ter a experiência de quem já passou pelo cargo, entre 83/86, ter sido prefeito (96/99) e deputado federal.
“Venho de uma eleição que perdi para candidatos que não têm a nossa experiência. Isso é uma advertência para não insistir”, revelou, depois de participar ontem de um almoço oferecido por ex-auxiliares e parlamentares em comemoração ao seu aniversário, que foi celebrado no início da semana, e ao Dia do Amigo. Para os amigos, Magalhães fez suspense sobre sua decisão de lançar-se candidato a deputado federal, em 2002. “Até dezembro, vou me dedicar à advocacia. Não vou me deixar levar pela política. Em dezembro, faço uma avaliação e decido”, avisou.
Mas nos bastidores a candidatura do pefelista à Câmara Federal é tida como certa. Ele irá fazer dobradinha com o seu filho, Carlos André Magalhães (PSDB), que disputará uma vaga na Assembléia Legislativa.
O almoço contou com a presença do vice-presidente da República, Marco Maciel (PFL), e do secretário de Governo, Dorany Sampaio (PMDB), que representou o governador. Apesar da presença de políticos, Magalhães fez questão de dizer que aquele encontro tinha uma conotação pessoal. “É um almoço oportuno porque essa equipe passou quatro anos unida na prefeitura do Recife. E, apesar de separados, continuamos unidos pelo pensamento”, frisou.