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RUMO A 2002 IV
Jarbas afirma que é aliado, mas não subserviente a FHC

Governador reafirma que Ciro Gomes – classificado ontem pelo PSDB nacional de ‘Collor do B’ – pode ter seu apoio na corrida presidencial

por MÁRCIO DIDIER
Enviado Especial

IATI – O governador Jarbas Vasconcelos (PMDB) reafirmou ontem que pode apoiar o ex-ministro Ciro Gomes (PPS) à Presidência da República. Durante visita a Iati, Jarbas evitou falar sobre política local, mas não se furtou de comentar a situação nacional. Ele afirmou que ainda é prematuro falar sobre a sucessão do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), mas que, até o momento, a oposição está sendo favorecida com a situação do País. “Ciro é uma opção. Não descarto o apoio a Ciro, mas ainda faltam 15 meses para a eleição e muita coisa pode mudar. Se a eleição fosse daqui a 15 dias, a oposição certamente venceria, mais ainda é muito cedo.”

O governador negou que esteja ‘ensaiando’ um vôo para a oposição a FHC. Disse que a sua relação com o Governo Federal vai “muito bem”, mas ressaltou que não é subserviente ao presidente Fernando Henrique. “Sou aliado do presidente e venho fazendo parcerias com o Governo Federal. Temos uma relação cordial e não vejo problemas nisso”, destacou. Ontem, a direção nacional do PSDB divulgou nota acusando o presidenciável do PPS de fazer ataques “histriônicos e caluniosos” ao Governo FHC. A nota chama Ciro de “Collor do B”, em referência ao ex-presidente Fernando Collor.

Em Iati, Jarbas, procurando manter-se bem com os tucanos, disse que a base aliada ao presidente ainda pode encontrar algum nome forte, podendo, inclusive, ser um dos que já estão colocados. “O candidato pode ser algum dos que já foram cogitados, desde que seja lançado no momento certo. Colocar a candidatura agora é loucura, pois ele passará pela mesma coisa que estou passando, tendo que responder pelos problemas do Governo. O candidato fatalmente será rifado”, explicou.

Jarbas não poupou críticas ao governador Itamar Franco (MG), provável candidato do PMDB, e disse também que não vota, em hipótese alguma, em Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Votei em Lula há doze anos, na eleição contra Collor, mas agora não voto mais. Para atacar o presidente Fernando Henrique, Lula cita como bom exemplo a ditadura militar. Isso é inadmissível”, criticou.

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Jornal do Commercio
Recife - 21.07.2001
Sábado